Protrigo instala seis unidades de observação de trigo de sequeiro em Mato Grosso

Para acompanhar e avaliar o desenvolvimento dos materiais genéticos, definindo a melhor época de plantio, variedades e sistema de produção sustentável, o Programa de Apoio à Cultura do Trigo (Protrigo) instalou, no mês de março, seis Unidades de Observação (UO) de trigo de sequeiro, em cinco municípios do Estado. Devido ao excesso de chuvas o plantio de trigo de sequeiro foi tardio e a colheita acontecerá nos meses de junho/julho.

As Unidades de Observação de trigo de sequeiro foram instaladas nos municípios de Alto Garças, na Fazenda Adriana com dez materiais genéticos, no Campo Experimental do Instituto Federal de Mato Grosso, em São Vicente, com uma variedade para definir a melhor época de plantio, Campo Verde, no Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA) com cinco materiais, Tangará da Serra, no campo experimental da Empaer, teste com quatro variedades e em Lucas do Rio Verde, na Fazenda São Francisco com cinco variedades.

O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e coordenador da Câmara Técnica do Trigo, Hortêncio Paro, destaca que as variedades de trigo de sequeiro já estão em fase de perfilhamento e receberam o herbicida para combater invasoras e adubação de cobertura. Paro alerta que a próxima etapa será o uso de fungicida de forma preventiva e caso continue chovendo é necessário aplicar para evitar a ocorrência de patógenos.

A colheita do trigo acontecerá no mês de junho. Conforme Paro, antes da colheita estão previstas visitas técnicas nas Unidades, visando a difusão do conhecimento e apresentação das novas variedades, que serão utilizadas pelos triticultores. “Todos os testes com trigo serão destinados a materiais genéticos classificados para produção de pão, massas e farinhas consideradas nobres”, destaca Hortêncio.

Na segunda quinzena do mês de maio começa o plantio do trigo irrigado. No município de Lucas do Rio Verde, na Fazenda dos Irmãos Piccini, estão programando o plantio de trigo irrigado numa área de 240 hectares. Conforme Paro, será realizado o plantio com 16 materiais genéticos, sendo cinco deles inéditos no Estado de Mato Grosso. O objetivo é produzir semente para implantação de novas unidades no Estado.

Fonte: http://www.plantaonews.com.br/conteudo/show/secao/45/materia/30592