Soja

Produtores gaúchos destacam eficiência da INTACTA RR2 PRO

11/03/2014

Biotecnologia da Monsanto já demonstra bons resultados nas lavouras e agricultores relatam supressão contra Helicoverpa armigera

A Monsanto apresenta a nova tecnologia para soja INTACTA RR2 PRO™ na Expodireto Cotrijal, que acontece entre os dias 10 e 14 de março, em Não-Me-Toque (RS). Os visitantes conhecerão os diferenciais da novidade em biotecnologia para soja desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro e sul americano. De acordo com os primeiros relatos de produtores que já estão colhendo a soja de segunda geração, os resultados são positivos. Dos cerca de 12 mil produtores que plantaram INTACTA RR2 PRO™  nesta safra, aproximadamente 25% deles estão no Rio Grande do Sul.

A tecnologia INTACTA RR2 PRO™ combina três soluções em um único produto: resultados de produtividade sem precedentes; tolerância ao herbicida glifosato proporcionada pela tecnologia Roundup Ready (RR); controle contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja – lagarta da soja, lagarta falsa medideira, broca das axilas, também conhecida como broca dos ponteiros e lagarta das maçãs – e supressão às lagartas do tipo elasmo e do gênero Helicoverpa (Helicoverpa zea e Helicoverpa armigera).

Os sojicultores do Rio Grande do Sul e dos demais estados produtores do país que optaram pelo plantio da nova tecnologia para soja INTACTA RR2 PRO™ podem observar em campo sua eficácia contra as principais lagartas que preocupam os agricultores brasileiros e causam prejuízos nas lavouras, com destaque para a Helicoverpa armigera. De Norte a Sul, os relatos sobre a presença das pragas têm alarmado os produtores que, dentre as soluções, destacam a eficiência de INTACTA RR2 PRO™.

Na fazenda do produtor Eduardo Kurilo, em São Luiz Gonzaga (RS), dos 1.200 hectares de soja plantados na safra 2013/2014, 60% são de INTACTA RR2 PROTM. Os outros 40% plantados com soja RR1 foram atacados por lagartas, incluindo a espécie Helicoverpa armigera. De acordo com o produtor, em 45 dias após o plantio já foram realizadas três aplicações de inseticidas na soja com tecnologia de primeira geração. Já na soja INTACTA RR2 PRO™, de segunda geração, nenhuma aplicação de inseticida foi feita nesse mesmo período. “A expectativa de colheita para este ano é boa, pois não sofremos com as lagartas na área de INTACTA RR2 PRO™. Estamos felizes com esse primeiro resultado com a nova tecnologia da Monsanto”, disse Kurilo.

Segundo Diones do Carmo, produtor com propriedades em Pontão (RS) e Cruz Alta (RS), a presença da lagarta Helicoverpa armigera somada às chuvas irregulares fizeram com que a produtividade de suas lavouras caísse nesta safra. “A média anual é de 60 sacos por hectare, mas neste ano esse número vai ficar abaixo na área de soja RR1. Já na área  plantada com INTACTA RR2 PRO™, conseguirei atingir a média”, observa o agricultor. Dos 1.900 hectares que o produtor possui, apenas 100 deles foram plantados com a nova tecnologia da Monsanto. Na área  com a soja RR1, de primeira geração, o produtor conta que fez até cinco aplicações para controlar insetos como a Helicoverpa. “Com 15 dias de emergência já detectamos a presença dessa lagarta. Embora tenha feito até cinco aplicações,  a Helicoverpa está presente inclusive na fase de vagem. Ano que vem quero plantar 70% da área com INTACTA RR2 PRO™, pois não fiz aplicação alguma para lagartas na lavoura com a tecnologia e não quero mais ter problema com lagarta”, relata Diones.

De acordo com Renato Carvalho, gerente de Regulamentação da Monsanto e especialista em insetos, mesmo com a tecnologia INTACTA RR2 PRO™ conferindo supressão contra as lagartas do gênero Helicoverpa, o agricultor deve continuar realizando o manejo integrado de pragas, com atenção especial ao monitoramento da lavoura. “A preservação e a sustentabilidade da nova soja INTACTA RR2 PRO™ dependem do cumprimento das recomendações de Manejo de Resistência de Insetos (MRI) pelos produtores, que incluem a adoção das áreas de refúgio estruturado, garantindo a eficácia e a longevidade à tecnologia”, observa Carvalho.

Entre as ações de manejo recomendadas pela Monsanto, destacam-se:

• Áreas de refúgio para tecnologia INTACTA RR2 PRO™ devem ser de soja não-Bt cultivadas na proporção de, pelo menos, 20% da área total plantada com soja;

• A distância máxima entre a área de refúgio e a lavoura de soja com a tecnologia INTACTA RR2 PRO™ deve ser de 800 metros;

• As áreas de refúgio devem ser conduzidas normalmente, com pulverizações de inseticidas ou adoção de outros métodos de controle. Não é recomendada a aplicação de inseticida à base de Bt nas áreas de refúgio;

• Manejo Integrado de Pragas: o produtor deve continuar a realizar o monitoramento constante das pragas e considerar o nível de dano econômico para a tomada de decisão e intervenção durante todo o ciclo da cultura. O controle químico ou biológico (desde que não à base de Bt) deve ser realizado respeitando doses e recomendações descritas na bula do produto;

• Implantação da cultura “no limpo”: a dessecação antecipada para o controle de plantas daninhas e o manejo de pragas residentes na palhada devem ser realizados antes da implantação da cultura;

• O tratamento de sementes com fungicida e inseticida é uma prática recomendada para a tecnologia INTACTA RR2 PRO™ para evitar a incidência de pragas não-alvo da tecnologia e de patógenos oportunistas.

Após entrar para o Clube da Irrigação em junho de 2013, Udo Strobel, produtor de Cachoeira do Sul (RS), que cultiva cerca de 2 mil hectares de soja – sendo 300 destes hectares em área de irrigação –, plantou pela primeira vez a soja com a tecnologia INTACTA RR2 PRO™. “Estamos testando a tecnologia. São 70 hectares plantados com INTACTA RR2 PRO e acredito que a produtividade vai ser entre 50 e 60 sacos por hectare na área, enquanto na RR1 essa produtividade será entre 45 e 55 sacos por hectare”, estima o produtor.

Embora os produtores do Clube da Irrigação invistam em tecnologias para explorar ao máximo o potencial produtivo de suas áreas, as lagartas não deixaram de aparecer em suas lavouras, levando-os a aplicar inseticidas. De acordo com Udo, na área plantada com soja RR1 foram realizadas até cinco aplicações para lagartas até o mês de março. “Em áreas de cultivares mais tardias, certamente teremos que aplicar mais uma vez”, conta ele.

A lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) e as lagartas do gênero Helicoverpa foram detectadas 30 dias após a emergência da cultura e logo após o fechamento da soja. No entanto, a lagarta falsa medideira surgiu como principal problema. “Conseguimos controlar, mas gastei no mínimo R$ 150 por hectare com a aplicação de agroquímicos. Na área plantada de soja INTACTA RR2 PRO™  não  precisei fazer aplicação alguma para lagartas e espero ampliar área na próxima safra”, revela Udo.

“Esse é o primeiro ano comercial de soja com tecnologia INTACTA RR2 PRO™ no campo e o primeiro ano em que participamos com essa tecnologia no Clube da Irrigação. Temos quatro produtores que plantaram a nova tecnologia e que estão obtendo um bom retorno”, diz Guilherme Lobato, gerente de Biotecnologia Soja da Monsanto para o Sul do Brasil.

Segundo dados da consultoria Kleffmann, o número médio de aplicações foliares com inseticidas para o controle de lagartas na cultura da soja no Brasil aumentou de 3,6 aplicações por hectare na safra 2010/11 para 4,6 aplicações por hectare na safra 2012/13, levando a um aumento no gasto por hectare de inseticida de 107% em dois anos.

“Além de causar desfolha nas plantas de soja, a lagarta Helicoverpa causa danos diretos na produtividade ao se alimentar de flores e vagens. Os resultados científicos de supressão à Helicoverpa apresentados pela tecnologia INTACTA RR2 PRO™ para a cultura da soja trazem perspectivas bastante otimistas para os agricultores brasileiros, auxiliando no combate dessa praga e contribuindo efetivamente para o manejo integrado de pragas na cultura da soja”, afirma Geraldo Berger, diretor de Regulamentação da Monsanto.

A soja INTACTA RR2 PRO™, primeira biotecnologia desenvolvida especialmente para um mercado fora dos Estados Unidos, após 11 anos de estudos e pesquisas no Brasil, teve o maior estudo de campo já realizado do mundo, com 1.500 áreas experimentais em duas safras (2011/12 e 2012/13), em propriedades localizadas em 419 municípios de 14 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Os resultados foram positivos, com ganho médio de produtividade de 6,4 sacas a mais em comparação com as variedades mais plantadas em cada região.

Fonte: Agrolink