Sisal

Produtores devem adotar medidas para prevenir a podridão vermelha do sisal

A Câmara Setorial de Fibras Naturais do Estado da Bahia realizou na ultima terça-feira (10) o nivelamento de informações sobre a prevenção e controle da Podridão Vermelha do Sisal, o evento aconteceu no auditório da casa da cultura em Valente e contou com a participação de dezenas de pessoas entre técnicos Agrícolas, Agentes Comunitários, Engenheiros Agrônomos, produtores de sisal representantes de organizações como APAEB e outras entidades dos diferentes Territórios de Identidade que produzem sisal no Estado da Bahia.

 Durante o encontro foi lançada a Campanha Estadual de Prevenção e Controle da Podridão Vermelha do Sisal doença que vem trazendo sérios prejuízos para a cadeia produtiva do sisal do estado da Bahia.

 A podridão vermelha do sisal é causada pelo fungo Aspergillus Níger e é transmitida principalmente pelo uso de ferramentas infectadas em plantas sadias.

 Especialistas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia – ADAB e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB apresentaram resultados da pesquisa que vem sendo realizada com o sisal.

 “Os nossos trabalhos tem mostrado que a podridão vermelha ocorre em todos os plantios de sisal, alguns com maior incidência outros com menos, mas todos já tem a presença da doença o que é preocupante, então o produtor tem que eliminar os focos do fungo, qualquer planta de sisal que esteja amarela, murcha, com vermelhidão devem ser removidas da área e queimadas para que a doença não se espalhe”, orienta a professora da UFRB, Ana Cristina Fermino.

 A professora também destacou que o produtor deve fazer canteiros com adubação orgânica, com composto, mas que não deve utilizar o resíduo fresco do sisal por que ele estimula o crescimento do fungo e aumenta a doença, o ideal é que o produtor utilize o resíduo compostado e fermentado por que assim irá ajudar a planta a ficar saudável e com menos probabilidade de infecção pelo fungo.

 Outras medidas devem ser adotadas como limpar as ferramentas de trabalho  (facão, faca, enxada,etc) com 1 a 2% de cloro ou água sanitária ( diluida a 50%; em 1 litro de água) evitar ferimentos na planta, não arrastar plantas doentes ou pedaços de planta durante a capina ou corte da planta para não espalhar o fungo, não plantar mudas com a doença entre outras ações.

 O Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, Feliciano Monteiro, esteve presente no evento e destacou a importância de combater a doença.

 “Este fungo que atinge as plantações de sisal é danoso não só para a planta, mas para todo sistema social e econômico da região e agente quer combatê-lo de forma sinergética com todos os atores e agentes juntos”, declarou

 A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação coordena o Programa de Fortalecimento da Atividade Empresarial (Progredir)  que tem como objetivo estimular a capacidade de inovação tecnológica e desenvolvimento do potencial de cooperação e competitividade de micro, pequenas e médias empresas, cooperativas e associações que fazem parte de onze Arranjos Produtivos Locais (APL) na Bahia.

 Com esta campanha as organizações que prestam assistência técnica ao produtor como a Fundação APAEB, EBDA, ADAB, Sindicatos, Secretarias de Agricultura entre outros, intensificarão o trabalho no campo através de cursos e demonstrações praticas de combate a doença.

Fonte: Apaeb