Soja

Produtores de Mato Grosso se preparam para retirar o gado e plantar a soja

08/10/13
Os produtores de Mato Grosso, que optaram pela Integração Lavoura-Pecuária, se preparam para retirar o gado e iniciar o plantio da soja. O sistema, que tem ganhado novos adeptos no estado, é usado para aumentar a renda e diminuir os custos do produtor.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apenas 1,4% da área de 8,2 milhões de hectares foi semeada. No Norte do estado o ritmo do plantio ainda é lento porque as chuvas não estão regulares. Os trabalhos no campo chegaram a 0,7% da área na última semana.

De acordo com a pesquisadora de Sistemas Integrados da Embrapa, Roberta Carnevalli, a área usada para as duas culturas tem uma melhoria nas condições químicas e físicas do solo. Segundo ela, a longo prazo, há um maior aproveitamento de fertilizantes. “Em termos de mercado, uma cultura segura a outra quando há redução de preços”, pontua.

No município de União do Sul, a 689 km de Cuiabá, o produtor Agenor Pelissa já começou a tirar o gado da área onde vai ser semeada a soja. Conforme ele, normalmente os animais são retirados faltando de 4 a 5 dias para iniciar com o plantio da oleaginosa.

Ele estima que 1 mil cabeças de gado estão na área de integração lavoura-pecuária, se que uma parte vai para o confinamento e o restante para os pastos definitivos. “Nós trabalhamos com integração lavoura-pecuária há quase dez anos e até hoje não paramos porque não dá mais para somente plantar grãos. Temos que diversificar a produção. Nessa fazenda produzimos, soja, milho, arroz e boi”, conta.

O produtor de Santa Carmem, Invaldo Reis, ressalta que cria gado nelore há 26 anos, mas que atualmente a lavoura é que se destaca na propriedade. “A principal atividade é a agricultura. A pecuária então é uma extensão. Para poder agregar o ganho planto o milho e uma parte da área e no que sobra faço integração lavoura pecuária”.

Ele explica que além da rentabilidade, a integração de culturas possibilita a redução dos custos, como no número de aplicações de herbicidas. Isso porque, o plantio da soja é feito na palhada do capim que fica no solo. “Na pecuária, os animais ganham peso”, acrescenta.

Fonte: Agrodebate