Gerenciamento de Produção

Produtores de borracha de São Paulo estão preocupados com a safra

  A chuva em excesso está atrapalhando o trabalho nos seringais e comprometendo a qualidade do látex.

As seringueiras de quase 20 anos estão em fase de produção. Na área de 11 hectares em Buritama, no noroeste de São Paulo, a agricultora Nelcina Falleiros tem 7,2 mil árvores. Mas a chuva em excesso tem prejudicado a produção de látex. “Aqui agora está produzindo muito pouco. Está produzindo uma média de dois mil quilos a cada 15 dias. Isso não é normal. O normal são dois mil quilos por semana”, disse.

A chuva em excesso atrapalha a produção porque o trabalho não pode ser feito. O corte no caule da seringueira é necessário para que a seiva escorra. Sem ele não é possível a extração do látex.

Segundo os produtores, com a chuva a casca da seringueira fica úmida, o que dificulta a sangria. Além disso, o recipiente onde cai o látex enche de água e o produto é perdido.

Esses são os problemas do agricultor Oscar Pirassol. Na lavoura de três mil seringueiras ele teve uma queda na produção que ultrapassa os 50%. “Eu tenho uma produção de aproximadamente 500 quilos por mês. Isso é pouco porque a chuva atrapalha a sangria. Normalmente, eu colho uma média de 1,5 mil a dois mil quilos por mês em três mil árvores”, avaliou.

A cidade produz duas mil toneladas de látex por ano e tem quase 700 mil pés de seringueiras. Isso porque o clima sempre foi favorável para a cultura.

“A chuva moderada ajuda na produção da seiva. Mas 2009 e esse início de 2010 está sendo um ano atípico, com excesso de chuva que atrapalha a produção”, explicou a agrônoma Mirele Vinhas Voltolini.

São Paulo é o principal produtor de borracha do país, com 34% da safra nacional.

Fonte: http://www.seringueira.com/artigos/?p=416