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Produtor deve investir sempre na qualidade da cultura para ter o melhor resultado

09/04/2015

Mais do que uma opção de diversificação, o café é uma atividade que proporciona sustentabilidade, em especial às propriedades de pequeno porte situadas na região do arenito, no noroeste do Estado.

“O produtor sabe que não tem como mudar o preço praticado pelo mercado, mas é capaz de intervir no custo”, salienta o especialista em cafeicultura da Cocamar, engenheiro agrônomo Adenir Fernandes Volpato, o Gabarito. Na visão dele, tudo indica que 2015 será um ano de preço bom para o café. Em relação a 2016 ainda há muita coisa para acontecer. Se for confirmada a tendência de uma grande safra brasileira, os preços podem reagir negativamente. Mas qualquer imprevisto com clima, produção ou instabilidade econômica e política tende a fazer com que o preço seja ainda melhor do que o deste ano.

Para Gabarito, o produtor não deve se preocupar com o preço, mas com o seu custo. “Se o mercado for favorável, ele pode ganhar dinheiro. E se for ruim, pelo menos não leva prejuízo e se mantém na atividade”, afirma.

Para aumentar a produtividade, ele destaca que o cafeicultor precisa investir em tratos culturais, em nutrição, cuidados fitossanitários e em poda periódica do cafezal. E que os investimentos na cultura devem ser de forma constante, com foco na produtividade e qualidade e não serem realizados apenas quando o preço do café está em alta. “Quem adota essa prática, acaba perdendo oportunidades.”

Já para reduzir o custo, o próprio aumento de produtividade contribui para isso. “Outro ponto fundamental é a mecanização”, lembra. Os dados mostram que o que mais pesa na planilha de custo do cafeicultor é o gasto com mão de obra, que no Paraná chega a 50% do total. E a tendência é que a mão de obra se torne cada vez mais escassa, mais cara e menos especializada no caso do café.

“Gabarito” ressalta que é preciso substituir parte da mão de obra por máquinas e que a mecanização do cafezal não envolve somente colheitadeiras e tratores, mas deve ser adequada para cada tipo de produtor, dependendo do seu bolso e da realidade existente na propriedade. “Na SafraTec, procuramos mostrar os diferentes tipos de máquinas disponíveis para que o produtor analise qual o se encaixa na sua realidade, tornando viável o negócio”, finaliza.

Fonte: Cocamar