Soja

Produtor de soja tem aliado para obter aumento de produtividade

A produtividade nas lavouras brasileiras de soja é de 51,7 sacas por hectare, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Valor Econômico
Isso representa uma vantagem de três sacas sobre a produtividade americana, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A meta definida pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, entidade sem fins lucrativos que reúne pesquisadores e profissionais ligados à cultura no país, é chegar a 66,6 sacas por hectare, com melhor aproveitamento de área já plantada e preservação do meio ambiente. A Syngenta, que atua no ramo de produtos químicos para a agricultura, é fornecer tecnologia para que os produtores possam ater resultados melhores com menos recursos, segundo o diretor do setor de tratamento de sementes, Fabian Quiroga.
Esta é uma tarefa fácil de ser executada no Brasil, na opinião de Quiroga, que considera o agricultor brasileiro receptivo às novas tecnologias e disposto a testar produtos e processos que lhes são oferecidos, mesmo se isso representar algum risco. É com base nessa cultura que a Syngenta planeja lançar 35 novos produtos nos próximos cinco anos. Trata-se de um projeto ousado, levando-se em conta que, para colocar novos produtos no mercado, são necessários até cinco anos para obter a licença em três ministérios (Saúde, Meio Ambiente e Agricultura). Entre os produtos em fase de registro e com previsão de lançamento entre 2012 e 2013 está o Nibrance, destinado ao controle de doenças em lavouras de soja, milho e do trigo. No caso do Maxin Advanced, já foi registrado para soja com três ingredientes, mas deverá ser lançado com quatro substâncias ativas.
Para estar mais próxima dos clientes, a Syngenta uniu suas atividades nas áreas de proteção a cultivos, que representam 75% de sua receita, à de sementes. O projeto-piloto, adotado inicialmente no Brasil em 2009, foi tão bem-sucedido que está sendo estendido às demais subsidiárias.
Em seu laboratório instalado em 2009 em Holambra (SP), com investimento de US$ 2,5 milhões, a empresa desenvolve produtos para tratamento e aplicação adequados a cada região onde os grãos serão cultivados. Há cerca de cinco anos, eram tratadas apenas com inseticidas, para evitar o ataque de insetos no período da germinação. Hoje, são incorporados até oito diferentes produtos às sementes, que devem chegar às fazendas já prontas para o plantio.
Para balizar esse trabalho, a Syngenta mapeou as regiões agricultáveis do país com ajuda dos institutos de pesquisa regionais. Os produtos incorporados mais frequentemente às sementes são fungicidas, nematicidas, micronutrientes e inoculantes (bactérias benéficas), além de inseticidas.
Cada cliente tem direito a uma receita individualizada, com os ingredientes adequados para as áreas de cultivo. Além da soja, são preparadas sementes para milho, algodão e cereais, como trigo e girassol. O preparo é feito na indústria de sementes, com assistência dos técnicos da Syngenta. Em parceria com fabricantes de máquinas, desenvolve também equipamentos para a incorporação dos produtos químicos. Todas as ações da empresa são testadas no laboratório de Holambra.
As sementes são submetidas a todas as formas de estresse. As encaminhadas às fazendas do Centro-Oeste são acondicionadas em estufas com temperaturas acima de 40º C. Para o Sul, o teste é feito em ambiente frio para avaliar sua capacidade de germinação nessas condições, explica a bióloga Nilceli Fernandes Buzzerio, responsável pelo laboratório. Para milho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento exige poder de germinação mínima de 85%.

 

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=produtor_de_soja_tem_aliado_para_obter_aumento_de_produtividade&id=65429