Produção de carne de frango deve subir em 2019

21/08/2018

Um relatório produzido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a produção de carne de frango brasileira deve subir em cerca de 2,3% em 2019, chegando a quase 13,9 milhões de toneladas. De acordo com o Departamento, o crescimento é impulsionado pela recuperação das exportações e pelo aumento da demanda doméstica, apoiada por um maior crescimento econômico no ano que vem

“As perspectivas para os fatores de produção passam por custos de alimentação dos animais estáveis, devido à maior disponibilidade de soja e, em menor escala, de milho, além de melhorar as margens dos produtores. As perspectivas para o crescimento do PIB são de 2,5% e a expectativa é de que a inflação permaneça sob controle”, diz o relatório dos norte-americanos.

O relatório do USDA chama a atenção também para as eleições de outubro, segundo ele, o fato de ter um novo presidente irá colaborar para a estabilidade econômica do País e, consequentemente, para a produção e exportação de carne de frango. Além disso, o documento relata o fato de os estados da região Sul do Brasil estarem produzindo mais que o restante, região esta que importou uma grande quantia de ração dos países vizinhos, já que a tabela do frete acabou inflacionando os preços dos insumos nacionais.

“A produção de carne de frango é altamente concentrada nos três estados do sul do Brasil, com 65% da produção total de frango. Esses estados contêm um grande número de empacotadores que também produzem carne suína e são responsáveis pelo pacote tecnológico fornecido aos produtores e pela distribuição em larga escala dos principais insumos”, explica o USDA.

Nesse cenário, a expectativa é de que o consumo interno se estabilize junto com a recuperação econômica que virá acompanhando o novo governo. “O consumo doméstico de carne de frango em 2019 deverá aumentar em um e meio por cento. A previsão reflete o crescimento econômico projetado de 2,5% no ano que vem, a inflação abaixo da meta de 4%, a confiança do consumidor e os preços competitivos do frango em relação à carne bovina e suína”, finaliza o relatório.

Fonte: Agrolink