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Produção de biocombustíveis: a questão do balanço energético

Atualmente, existe um crescente interesse por fontes alternativas de energia, principalmente por aquelas que contribuam em mitigar as emissões de CO2, característica das fontes tradicionais de energia fóssil. Para isso, o uso de biocombustíveis como lenha, carvão vegetal, bioetanol, óleo de dendê e biodiesel produzido pela esterificação de óleos vegetais com metanol e etanol, são vistos hoje como alternativas viáveis. Contudo, pouca atenção vem sendo dada aos estudos do balanço energético, que estabelece a relação entre o total de energia contida no biocombustível e o total de energia fóssil investida em todo o processo da produção do biocombustível, incluindo-se o processo agrícola e industrial. Nesse sentido somente culturas de alta produção de biomassa e com baixa adubação nitrogenada, com o a cana-de-açúcar e o dendê, têm apresentado balanços energéticos altamente positivos (média de 8,7). No caso do biodiesel de mamona, o balaço energético é baixo (<2), o que poderia ser melhorado através da seleção de variedades para alto rendimento e pela substituição e ou redução da adubação nitrogenada com o uso de leguminosas-adubos verdes em rotação ou consorciamento.

Fonte: biodieselbr.com