Defensivos

Prevenção é a solução para o Cancro europeu na macieira

08/11/2016

Doença pode causar grandes perdas nos pomares de maçã do RS, SC e PR
Tratamento preventivo é a melhor opção para evitar perdas de produtividade 

Os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são responsáveis por mais de 90% da produção de maçãs do País e, esses pomares estão sofrendo grande incidência de Cancro europeu ou nectria, uma doença causada pelo fungo Neonectria ditíssima, que pode causar a perda total do pomar. De acordo com Gilbert Berndt, engenheiro agrônomo e gerente de clientes da Bayer, a melhor maneira de lidar com a problemática é a prevenção.

Por ser uma doença quarentenária, há poucas informações sobre seu controle nas condições climáticas do Brasil.A geração dessas informações são necessárias para se obter redução das perdas pela doença, que pode inviabilizar todo um pomar, aponta Berndt. “Quando já instaurada, sem controle,ela pode acometer toda a produção do agricultor. Não existe cura, ela pode ser tratada, porém, vai haver diminuição da produção. Portanto, prevenir é a melhor solução e, neste acaso, recomendamos a primeira aplicação de fungicida durante a floração, na primavera, e a segunda depois de quinze dias. Numa segunda fase, quando acontece a queda das folhas, recomendamos aplicação com perda de 10% das folhas, depois com 50% e para finalizar com queda de 90% das folhas da árvore. Nosso principal produto para a prevenção do Cancro europeu é o fungicida sistêmico Aliette®”, finaliza.

Para a Doutora em fitopatologia Rosa Maria Valdebenito Sanhueza, responsável técnica do centro de pesquisa do Proterra, instituição de pesquisa agronômica situada no Rio Grande do Sul, o Cancro europeu pode demorar até dez anos para ser identificado causando sérios problemas para o produtor rural, embora seja uma doença com sintomas marcantes. “Ela pode afetar o tronco, os ramos principais e os ramos novos, causando estrangulamento dessas estruturas impossibilitando o desenvolvimento da planta e podendo causar podridão da fruta”, alerta a pesquisadora, que aconselha que o manejo da doença se fundamente na eliminação permanente dos ramos infectados, para evitar a disseminação da praga, além do menejo preventivo dos pomares.

Fonte: Agrolink