Custo de Produção

Preços mínimos garantem a borracha e outros produtos extrativistas

A indústria brasileira consumiu, em 2007, 340 mil toneladas de borracha. Desse total, 230 mil toneladas foram importadas e custaram ao País US$ 484 milhões. Das 110 mil toneladas produzidas no Brasil apenas quatro mil vieram das comunidades tradicionais que vivem da prática extrativista.É difícil compreender essa equação se considerarmos que falamos de um produto de espécie florestal nativa da Amazônia e símbolo da luta pela valorização das comunidades tradicionais extrativistas.

A explicação – ou pelo menos uma parte dela – tem cifrões: R$ 2,70, preço médio que o mercado pagou pelo quilo da borracha natural na última safra do produto, menos do que os seringueiros do Acre e do Amazonas gastam no processo de extração. A solução também: R$ 3,50 por quilo, preço mínimo atribuído ao produto extrativista, com garantia do governo.

O preço mínimo da borracha natural foi um dos quatro primeiros fixados pelo Conselho Monetário Nacional dentro de uma lista de dez produtos extrativistas da sociobiodiversidade que passarão a ser garantidos pelo governo.

A inclusão é parte da estratégia do governo federal para promover o desenvolvimento sustentável e visa a valorização de produtos extrativistas, obtidos mediante a conservação e uso sustentável dos recursos naturais.

A subvenção de preços equivalente à diferença entre o preço mínimo e o valor de venda será paga por produtos extrativistas produzidos por agricultores familiares, suas cooperativas e associações.

Para o açaí, o Conselho Monetário aprovou o preço mínimo de R$ 0,61/kg e para a castanha de babaçu R$ 1,46/kg. O pequi, o preço garantido é de R$ 0,31/kg para os produtos das regiões Sudeste e Centro-Oeste e de R$ 0,21/kg para os extrativistas do Nordeste e Norte.

A reunião de outubro do Conselho Monetário Nacional aprovará os preços de garantia para os óleos de copaíba e andiroba, para a castanha do Pará e para a carnaúba. (Fonte: Lúcia Leão/ MMA)

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2008/09/19/40788-precos-minimos-garantem-a-borracha-e-outros-produtos-extrativistas.html