Trigo

Preço do trigo vai subir durante colheita do Brasil

01/03/2018

Maior banco de agronegócio do mundo, o holandês Rabobank acredita que o preço do trigo vai subir no mercado internacional justamente durante a colheita brasileira. “Esta é uma excelente notícia para quem precisa decidir se planta ou não trigo neste ano. Segundo o banco holandês, as cotações deverão subir a partir de julho até o primeiro trimestre de 2019”, destaca a T&F Consultoria Agroeconômica.

De acordo com o Rabobank, as razões para esta alta seria várias, mas em primeiro lugar o fenômeno climático La Niña, que persiste sobre o sul das planícies norte-americanas, levando riscos significativos para o desenvolvimento da safra de trigo de inverno. Os riscos climáticos também afetam os mercados europeus, com o congelamento das temperaturas se estendendo para a Europa Oriental, como Rússia, Ucrânia, Romênia – grandes produtores e exportadores mundiais.

Outro fator altista é que a comercialização do trigo deverá ser um grande desafio global para os mercados de trigo, tanto nesta temporada como na de 2018/19. Na opinião dos técnicos do banco, as cotações podem passar de US$ 4,35 para algo ao redor de US$ 4,85. “Ontem já tinham fechado a US$ 4,63, mostrando o acerto das projeções, feitas há mais de uma semana”, diz o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

A leitura que a T&F Consultoria Agroeconômica faz deste relatório do Rabobank é que as cotações do mercado internacional poderão dar sustentação aos preços do trigo interno (brasileiro) no segundo semestre de 2018, justamente quando o produtor brasileiro começa a colher a sua safra.

“Além disso, as previsões feitas acima ainda são conservadoras, porque os fatores climáticos não estão definidos e podem, em teoria, piorar, elevando ainda mais os preços, tanto dos mercados físicos, como futuros, dando suporte aos Traders brasileiros que queriam ou fazer a troca da mercadoria física por contratos futuros (para limpar armazéns) ou garantir durante o plantio bons preços para os produtores, a fim de incentivá-los a aumentar a área plantada”, conclui Pacheco.

Fonte: Agrolink