Soja

PR avança na colheita e RS e SC aguardam até abril para confirmar safra recorde

24/02/2017

A perspectiva de safra recorde se mantém nas lavouras de soja do Sul do Brasil. O Paraná, segundo maior produtor do grão no país, pela primeira vez na história deve ter uma produção maior do que 18 milhões de toneladas na temporada 2016/17. Para o Rio Grande do Sul (RS) são esperadas 16 milhões de toneladas e em Santa Catarina (SC) o volume potencial é de quase 2,3 milhões de toneladas – duas marcas recordes para os respectivos estados. A estimativa é da Expedição Safra, projeto que a cada edição roda mais de 65 mil quilômetros para conferir de perto o desenvolvimento de todos os elos da cadeia produtiva de grãos. Somente o roteiro pela região Sul, neste ano, percorreu mais de 3 mil km, em 13 cidades que são referências agrícolas.

No Paraná, estado que planta mais cedo no Sul e que já tem colheita de soja em andamento, os rendimentos médios estão acima das 60 sacas por hectare (a média nacional é de menos de 50 sacas por hectare). O clima nas propriedades rurais e cooperativas é de confiança, conforme constatou a equipe de campo do projeto. “Apenas a região de Maringá teve interferências climáticas negativas isoladas em novembro ocasionadas pela falta de chuvas. Embora a região esteja com o rendimento abaixo da média, não deve comprometer o potencial total da produção estadual”, avalia o integrante da expedição, Antonio Senkovski.

O ritmo da colheita paranaense está a todo vapor e, na média, já chega a 10%. Mas em algumas regiões, como no Oeste, municípios já têm quase a metade da produção de soja nos armazéns. Isso ocorre pela preocupação em não perder o melhor período de plantio para o milho segunda safra, também conhecido como safrinha. “Como o plantio aconteceu mais cedo e o clima demorou mais para esquentar em 2016, com o solo frio o desenvolvimento das plantas e a maturação das sementes ocorreram de forma mais lenta. A preocupação agora é quanto ao plantio da safrinha, que precisa ser feito o quanto antes para evitar problemas com possíveis geadas no fim do ciclo”, destaca Senkovski.

Nas lavouras paranaenses, o projeto passou pelos municípios de Maringá, Campo Mourão, Umuarama e Pato Branco. Em Cascavel, a Expedição participou do Show Rural,considerada uma das maiores e mais importantes feiras agrícola da América Latina. No evento foi possível conversar com produtores de todo Brasil e com diversas multinacionais do setor.

Expedição segue de olho na safra

Nos estados do RS e de SC a colheita começará em meados de março e segue até o fim de abril. A produção catarinense é reconhecida pelo cultivo de sementes e promete qualidade elevada para o ciclo 2017/18. No estado catarinense a Expedição passou por Abelardo Luz e Chapecó. E no território gaúcho visitou Palmeira das Missões, Cruz Alta, Não-Me-Toque e Erechim (RS).

O projeto segue na próxima semana em um roteiro pelos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Depois, as equipes pegam o rumo da nova fronteira agrícola, composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba). Para finalizar a fase de colheita haverá ainda a passagem por Paraguai, Argentina e Uruguai, países concorrentes do Brasil na produção e exportação de grãos.

Fonte: Agrolink