Produtivo

Potencial Pressão e Fluxo de látex

Efetuando-se a sangria, logo que o látex começa a fluir tem início uma penetração de água nos tecidos laticíferos a partir dos tecidos adjacentes, verificando-se um progressivo efeito de diluição do látex.

As pressões na região basal do tronco da seringueira geralmente excedem às da região apical, sendo que o gradiente é de cerca de 1 atm/10 m durante a noite, aumentando gradualmente, até seis vezes o valor observado, durante o dia.

A queda da pressão de turgidez do látex durante o dia é causada pela passagem de água do floema para o xilema sob condições de alta taxa transpiratória.

Se ocorrer forte precipitação à tarde, as pressões hidrostáticas aumentam na superfície do tronco sem qualquer decréscimo aparente no déficit de água foliar.

A sangria da seringueira reduz o desenvolvimento da árvore. Após o primeiro ano de sangria, a redução média da taxa de crescimento do tronco de cultivares produtivos mostrou-se da ordem de 29% com amplas variações entre as cultivares.

A queda real na produção parece mostrar-se dependente da taxa transpiratória e do suprimento hídrico.

A sangria de árvores a intervalos durante um período de 24 horas não mostrou diferenças entre 2:00 e 7:00 horas. Ao longo do dia, a produção diminuiu gradualmente para um mínimo de 70% da produção noturna, por volta das 13:00 horas, voltando a aumentar posteriormente.

O conteúdo da borracha mostrou um comportamento inverso, sendo que às 12:00 horas mostrava quatro unidades a mais do que durante a noite.

O período de mais baixa intensidade de formação de borracha pode estar correlacionado com a época de formação de folhas novas (Dijkman, 1951)

Os fatores desfavoráveis ao fluxo de látex mostram-se associados com os períodos secos (Ribaillier, 1971).

Temperatura e Unidade Relativa do ar

Temperatura e umidade relativa do ar são os elementos do clima que mais exercem influência nos diversos estágios de desenvolvimento da planta. Assim, locais com temperatura média anual abaixo de 20 graus centígrados e umidade excessiva são os menos indicados, por proporcionarem condições ideais à incidência de doenças que limitam a cultura.

Ainda, dado o desenvolvimento sistema radicular, recomenda-se que o plantio da seringueira seja em solos de textura média e com boa profundidade, evitando-se sempre terrenos sujeitos a inundações periódicas, argilosos e mal drenados.

Condições climáticas

As áreas tradicionais da Bahia, embora com condições climáticas favoráveis ao ataque de doenças, os índices de produtividade alcançados oferecem perspectivas para a ampliação do cultivo, que já responde, no momento, por parcela bastante significativa na produção nacional de borracha vegetal. Além disso, nas novas áreas zoneadas, tidas como de escape, a possibilidade de se estabelecer uma heveicultura em condições mais climáticas propícias, sob o ponto de vista fitossanitário, abre perspectivas de expansão com todas as vantagens sociais e econômicas.

São inúmeras as áreas potencialmente aptas ao cultivo da seringueira na extensa faixa costeira do estado da Bahia, especialmente nas regiões sudeste e extremo sul (mais de dois milhões de hectares de terras nuas), onde a Mata Atlântica se encontra em processo progressivo de extinção. Vários plantios estabelecidos nessas regiões vêm demonstrando componentes produtivos fitossanitário bastante promissores.

Ecologia na Cultura da seringueira

A cultura da seringueira tem ciclo longo (mais de 30 anos) e funciona como um reflorestamento. Como praticamente não há interferência no solo, a degradação dos rios pelo assoreamento é evitada, o que não acontece com cultivos que necessitam de constante mecanização.

Além disso, a seringueira pode ser consorciada com outras culturas, como o palmito, desde que a cultura acessória seja adaptada ao sombreamento.

Fonte:  http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-borracha/seringueira-5.php