Soja

Porto de Santana, no Amapá, como nova opção de escoamento de grãos para as futuras safras

08/10/2013

 

Rota de escoamento deve gerar redução de 30% no frete de cargas

 

Nesta segunda (07) uma comitiva formada por representantes do Governo do Amapá  e do Porto de Santana se reuniu com representantes da Aprosoja, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) para uma apresentação do Porto de Santana, no Amapá, como opção de escoamento de grãos para as futuras safras. Com a conclusão da BR-163 até Santarém as regiões de influência de escoamento por Santarém-Miritituba devem aumentar consideravelmente. De acordo com projeções dos representantes, a rota proporcionaria redução de 30% nos custos de frete para os produtores.

Segundo dados do Imea, a previsão é que, em 2022, 36% das exportações sejam por Santarém-Miritituba, se igualando ao trajeto pelos portos de Santos, Paranaguá e Vitória no mesmo período. Em 2014, a participação das exportações 48% devem ser de milho e 36% de soja, segundo estimativas do Imea. O superintende do Imea, Otávio Celidônio, reforçou a importância de buscar todas as alternativas. “Não existe um porto que seja a salvação, tem cargas para serem transportadas para todos os portos, temos que buscar todas as alternativas e com certeza sair pelo porto de Santana será uma boa alternativa”.

O presidente da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, disse que não há dúvidas que o Porto de Santana é uma grande rota de escoamento da safra de Mato Grosso e se somará às opções que estão sendo feitas. “Essa discussão não é novidade, o Movimento Pró-Logística vai trabalhar no sentido de estreitar as relações de forma a destravar os trâmites burocráticos para que o porto viabilize cada vez mais”.

De acordo com o diretor presidente da Companhia Docas de Santana, Edival Tork, umas das principais vantagens do porto é a localização geográfica. “Temos capacidade de recebimento de 400 contêineres, de armazenagem de 54 mil toneladas de grãos, além do custo de praticagem e estamos a 800 km do Porto de Miritituba”. Ele disse também que o porto está sendo preparado para aumentar a capacidade e que se encontra à disposição para movimentação de cargas. Tork também ressaltou que o Amapá já conta com algumas empresas de Mato Grosso na construção de infraestrutura para o armazenamento de grãos.

O secretário de Logística Intermodal de Transportes de Mato Grosso, Francisco Vuolo, reforçou o potencial agrícola do estado e a perspectiva de crescimento, Ele disse que é necessário que se busque novas saídas para o escoamento diante desse crescimento. “Sem dúvida as melhores alternativas para o médio-norte e norte do Estado para redução de custo são via Amazonas, em especial os portos de Miritituba, Santarém, Itaquatiara, Vila do Conde e Santana”. Segundo ele, a conclusão da BR-163 vai potencializar as exportações pelo porto de Miritituba e deve garantir que o porto de Santana melhore a infraestrutura para receber um volume maior de cargas.

Na reunião, o Imea também fez uma apresentação do cenário agrícola em Mato Grosso e do seu potencial. “Ainda temos grande potencial para desenvolver a produção de proteína animal”, disse Daniel Latorraca, gestor do Imea.  O Valor Bruto da Produção (VBP) deve crescer mais que 2%, em cima dos atuais R$ 39 milhões, e a soja será a principal responsável pela sustentação, ocupando 49% das participações.

Estavam presentes na reunião o vice-presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk, o diretor executivo da Famato, Seneri Paludo, o gestor do Imea, Daniel Latorraca, o prefeito de Santana (AP), Robson Rocha, a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB/AP), o empresário Silvinio Dalbó, o Juiz federal João Bosco Costa Soares e a deputada Teté Bezerra (PMDB).

 

Fonte: Uagro