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Porte de arma para os produtores rurais: Uma necessidade urgente

Publicado em 02/12/2017

No último dia 29 de novembro, foi aprovado na CCJ do Senado um projeto de lei que facilita a aquisição de armas para quem mora no campo. A principal mudança está na redução da idade mínima para a compra da arma, dos atuais 25 anos para 21. Caso não exista recurso para votação no Senado, o texto da lei (PLS 224/2017) será enviado para votação na Câmara.

Estas mudanças, apesar de muito tímidas, são necessárias. Não são raras as propriedades rurais que se encontram muito distantes da polícia. Neste contexto a presença de uma arma na propriedade é uma necessidade, num cenário em que a violência não se restringe só às cidades. O campo vive uma onda de assaltos e furtos, como o roubo de gado e maquinário, que trazem grande prejuízo aos produtores rurais.

Igualmente alarmantes são as invasões de terra, problema que está completamente contaminado por questões ideológicas. Não é mistério algum que grupos como MST possuem uma agenda abertamente comunista, cuja intenção é ir criando fazendas coletivas, segundo o conceito soviético, a cada invasão que promovem. Assim eles propagam paulatinamente o socialismo pelo campo, e vão também corroendo a inviolabilidade da propriedade privada. É revoltante a cumplicidade das autoridades nacionais a esses grupos invasores, que deveriam na verdade ser classificados como terroristas, pois é o terror que esses extremistas espalham pelo território nacional. Não se vê a repressão do MST, seus líderes não são presos apesar dos inúmeros crimes dos quais são culpados direta e indiretamente. Para agravar a situação, o governo sustenta um órgão estatal, o INCRA, que se dedica apenas a oficializar as ações terroristas do MST.

Após mais de 20 anos de governos socialistas – do PSDB e PT – a agenda desarmamentista fez enormes estragos, espalhando a ilusão de que as armas são perigosas, quando, na verdade, o perigo é quando um bandido as possui. Os governos PT e PSDB impuseram o Estatuto do Desarmamento a uma população que se manifestou contra o desarmamento no referendo que se fez sobre a questão. Mesmo assim, na prática é proibido ter uma arma, pois com base em critérios subjetivos, a Polícia Federal nega praticamente todos os pedidos de porte de arma, mesmo para aqueles que respeitaram todos os procedimentos para a obtenção do porte.

Assim, a população ficou completamente desarmada, submissa à vontade de bandidos e do governo (e não são raros os casos em que o governo age de forma abertamente criminosa). População honesta desarmada + bandidos armados, o resultado dessa conta é óbvio. Com os atuais índices de violência, nos próximos 17 anos 1 milhão morrerão assassinadas no Brasil. Esse número é absurdo e nos faz a nação mais violenta do mundo. Poucas guerras na história da humanidade mataram tanta gente. Estamos numa guerra civil silenciosa que mostra o total fracasso das políticas desarmamentistas impostas pelo PT e PSDB.

A experiência histórica mostra que uma população desarmada só interessa a um governo opressor, senão totalitário. O desarmamento da população civil foi a política oficial dos bolcheviques na Revolução Russa de 1917. Conforme noticiou recentemente a Gazeta Russa,  “antes da revolução, as armas eram abundantes em grandes cidades russas, como Moscou ou São Petersburgo”. Contudo, os bolcheviques com apetite totalitário chegaram ao poder, e “no final de Revolução de 1917, as autoridades restringiram o direito de porte de armas de fogo”. Ou seja, para que os comunistas instalassem na Rússia um governo totalitário foi necessário desarmar a população. Na Venezuela os bolivarianos fizeram exatamente o mesmo que os bolcheviques, desarmaram a população civil antes da implementação do socialismo. O Brasil da era PT seguia pelo mesmíssimo caminho venezuelano rumo ao abismo. Felizmente veio o impeachment.

As consequências de mais de vinte anos de governos socialistas, contudo, deixaram uma conta pesadíssima ao povo brasileiro, a qual será paga com muitas mortes de vítimas da violência urbana e rural. Essa terrível constatação nos leva a ver numa mudança drástica das leis de porte de arma, no sentido de sua facilitação, uma necessidade urgente, tanto para o cidadão nas cidades quanto para os produtores rurais no campo.

Sobre o autor:  Antonio Pinho é professor na UFSC.

TUCANO RURALISTA CONSIDERA BOLSONARO “RADICAL” DEMAIS PARA LIDAR COM MST (Rodrigo Constantino)

Um almoço fechado do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com parlamentares ruralistas expôs nesta terça-feira (28) divergências entre o pré-candidato ao Palácio do Planalto e o setor do agronegócio. O encontro foi na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Lago Sul.

O discurso de Bolsonaro contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a repetição de uma promessa feita durante a semana de que distribuiria fuzis para fazendeiros enfrentarem “invasores” de terra não foram suficientes para garantir uma liga entre o candidato e o setor. “A gente quer segurança. A gente não quer uma pessoa que traga mais insegurança”, afirmou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), que foi um dos poucos parlamentares a usar o púlpito montado na sede da FPA para falar.

[…] Em entrevista, Bolsonaro reclamou que um deputado, referindo-se a Sávio, o tinha chamado de radical e que 90% dos presentes tinham sido receptivos. “Quero ver se esse vaselina vai resolver o problema da violência. Ele que apresente uma solução”, afirmou Bolsonaro. “Tem de radicalizar contra o MST, mas radicalizar dentro da lei.”

Como o tucano acha que devemos lidar com o MST? Com flores? Com “assentamento”, mais ainda? Aceitando as chantagens desses revolucionários comunistas? A fala do ruralista tucano apenas demonstra que tucanos serão sempre tucanos, ou seja, pusilânimes e em cima do muro, mesmo na hora de enfrentar a corja de invasores do MST. Roberto Jefferson comentou sobre o caso:

Não “radicalizar” é o mantra do PSDB, sendo que na hora de rebater ataques dos petistas radicais, há todo tipo de concessão indevida e de esforço para ser aceito pelos supostos inimigos. Pergunto: se seu adversário é um radical disposto a te eliminar, te manter refém, te pilhar, como reagir? Com discursos vazios, retórica empolada, diplomacia? A verdade é que o PSDB não consegue abandonar sua essência esquerdista. Essa notícia comprova isso:

A convite de um grupo da esquerda tucana lideranças do PSDB, PT, PSB, PSD, PPS e PV vão se reunir sábado, 2, em São Paulo, para tentar buscar pontos em comum em defesa da democracia, direitos humanos e contra o avanço da “pauta autoritária e conservadora”.

O evento batizado “Manifesto de Convergências pela Democracia e Direitos Humanos” foi convocado pelo grupo PSDB Esquerda Pra Valer em parceria com o Instituto Teotônio Vilela (ITV) e deve reunir além de tucanos como os ex-ministros José Serra e José Gregori, o presidente do ITV José Anibal, o presideente interino do PSDB, Alberto Goldman, o vereador petista Eduardo Suplicy, Aldo Rebelo (PSB), Eduardo Jorge (PV), Andrea Matarazzo (PSD) e Arnaldo Jardim (PPS).

Convidar PT e PSOL para um evento é o cúmulo mesmo! E não adianta alegar que se trata de uma ala minoritária do partido: se não foram expulsos até hoje, é porque representam uma parcela do pensamento tucano. De nada adianta fazer como Elena Landau e mandar cartas criticando a postura do partido:

Quando cheguei  na frase ‘nem estado mínimo, nem máximo, estado musculoso’, quase parei ali. Não é possível um documento dessa responsabilidade como uma frase dessa. Não acreditei. É cheio de platitudes, um discurso velho. Como pode um partido cuja a marca é a qualidade dos seus quadros técnicos e economistas apresentar um trabalho tão fraco como esse? Eu, Edmar (Bacha), Persio (Arida) acabamos de fazer um manifesto com muito mais ideias de debate para o futuro. Esse documento é uma coisa atrasada.

Ora, a única postura coerente diante de tanta covardia e esquerdismo é pular fora, sair, fazer como Gustavo Franco fez e ir para o Novo, um partido realmente liberal. Permanecer no PSDB é aceitar essa trajetória de concessões covardes aos radicais de esquerda, é considerar a “onda conservadora” uma ameaça maior do que a volta do PT ao poder, é achar que combater os invasores do MST com a força da lei e, se for o caso, com fuzis é “radical demais”.

Ser tucano é, enfim, ser tucano, ter falta de estamina no corpo, pedir desculpas ao algoz, bancar o tolerante, mas só com a extrema-esquerda, fingir-se liberal quando interessa, mas defender uma pauta totalmente “progressista” e “igualitária”. O PSDB, num país sem direita, gozou por muito tempo da condição de única alternativa aos mais esclarecidos, reféns da hegemonia de esquerda. Acomodaram-se.

É um fenômeno análogo ao que vemos na imprensa, como no caso da Veja. Por falta de uma opção realmente à direita, ela sempre foi a “direita” possível, e então considera esse público cativo e acena à esquerda para “ampliar sua base de assinantes”. O resultado é terrível, até porque hoje temos opções legítimas, como a Gazeta do Povo.

Alexandre Borges, publicitário, resume: “É como um marido que já tem a esposa ‘garantida’ e resolve ampliar o mercado, flertando com a vizinha”. Até a esposa sacar e der um pé na bunda do malandro. O PSDB que se assuma logo de esquerda, pois a direita, liberal ou conservadora, já tem alternativas. Não dá mais para aturar essa postura covarde!

Rodrigo Constantino

JOÃO AMOEDO, DO NOVO, CONCEDE ENTREVISTA À GAZETA DO POVO

Em termos de qualidade técnica e de coerência de ideias, além da convicção liberal, não resta a menor dúvida de que João Amoedo seja o melhor pré-candidato atual, o mais preparado, aquele com as melhores propostas na área econômica.

A mensagem que o Novo traz é fundamental ao país: mais indivíduo, menos estado. Chega de tanto paternalismo, de um estado gestor, do confisco de nossas liberdades e recursos pelo governo. Amoedo tem fala mansa, mas a coragem e a firmeza na defesa de bandeiras tidas como “impopulares”, mas necessárias para o progresso do Brasil, tais como a privatização geral das estatais e uma reforma bem mais profunda da Previdência.

Seu foco, porém, não fica restrito à economia, ainda que esse seja o carro-chefe do partido. Amoedo fala de segurança pública tocando em vários pontos sensíveis e corretos, e lembrando que é fundamental valorizar mais a polícia. Não existe bala de prata, solução mágica, mas o caminho é intensificar a coordenação entre os entes federativos e dar melhor treinamento à polícia.

Mesmo quando o tema são políticas sociais, Amoedo não foge da raia e não aceita o monopólio da virtude da esquerda. Ele lembra que essas políticas de governo nem sempre ajudam os mais pobres de fato. Vejam:

Rodrigo Constantino

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Fonte: Blog Rodrigo Constantino (GP)