Reprodutivo

Piscicultura – Reprodução dos Peixes

Distinção dos Sexos:

Nos Vivíparos, normalmente as fêmeas são maiores. Os machos tem a barbatana anal modificada chamada de gonopódio enquanto que as fêmeas têm-na em forma de leque. Os machos são mais vistosos.

Nos Ciprinídeos os machos costumam a ter as cores mais vivas.

Nos Ciclídeos as fêmeas costumam ser mais pequenas e menos coloridas, mas  em outras espécies como os Escalares e os Discos não existe diferenças entre os sexos sendo quase impossível identificar o sexo, por isso normalmente coloca-se num aquário grande um grupo de indivíduos jovens e deixa-se que estes escolham os seus parceiros sexuais.

Nos Belonteídeos as fêmeas têm as cores menos intensas e são mais pequenas do que os machos.

Nos Caracídeos as fêmeas costumam a ser mais encorpadas do que os machos.

Nos Coridoras a melhor maneira de determinar os sexo consiste em examinar a sua região superior; a fêmea apresenta-se mais larga atrás das barbatanas peitorais ao passo que o macho é mais gordo nos pontos de inserção dessas barbatanas.

Reprodução:

Os Vivíparos, como o nome indica, a fertilização e a incubação dos ovos são feitas no interior do corpo da fêmea. São poligramos. Os alevinos nascem completamente formados e já nadam pelos seus meios. Deve-se separá-los dos outros peixes, pois estes tem a tendência de comer os alevinos, embora uma vegetação densa seja suficiente para que estes possam proteger-se desses ataques. A fêmea, depois de dar à luz, deve ser mantida uns dias em repouso num aquário à parte longe dos ataques dos machos.

Os Ciprinídeos são ovíparos e dispersadores de ovos. Para fins reprodutivos o aquário deve ter uma vegetação bastante densa, pois os adultos têm a tendência de comer os próprios ovos.

Os Ciclídeos também são ovíparos. Constituem casais duradoiros e protegem os ovos e as crias durante semanas. Alguns costumam depositar os seus ovos em superfícies quase ou mesmo verticais, o caso dos escalares, enquanto outros depositam os seus ovos no interior de cavernas, como por exemplo os Kribensis.

A maior parte dos Belonteídeos constróem ninhos de bolhas onde os ovos são depositados. O macho protege os ovos e as crias durante algum tempo (normalmente perde o interesse quando os alevinos começam a desembaraçar-se sozinhos). Deve-se retirar a fêmea do aquário de desova pois o macho tem tendência a atacá-la depois da desova. O aquário deve ter algumas plantas de superfície para servir de suporte ao ninho de bolhas.

Os Caracídeos são dispersadores de ovos, sendo a sua criação muito difícil. Normalmente os criadores optam por constituir um aquário onde cerca de metade deste está coberto por vegetação densa onde os ovos ficam abrigados.

Algumas espécies de Peixes-gato ainda não se reproduzem em cativeiro, mas no caso dos coridoras por vezes é possível provocar o processo de postura fazendo baixar a temperatura da água. A fêmea transporta os ovos fertilizados entre as barbatanas ventrais até ao local de postura escolhido. A criação dos alevinos não oferece qualquer problema.

Fonte: http://webspace.webring.com/people/wl/lugui/Reproducao.htm