Pesca

Piscicultura – Alimentação – Alimentos Vivos

TUBIFEX RIVULORUM – pequenas e finas minhocas marrom-avermelhadas que se proliferam geralmente em águas de esgoto (motivo pelo qual após lidarmos com elas devemos desinfetar cuidadosamente as mãos, lavando-as com água e sabão).
São muito apreciadas por praticamente todas as espécies carnívoras e onívoras (que comem de tudo).
Podem ser adquiridas em pequenas porções semi limpas em todas as boas casas do ramo.
Para mantê-las em casa, eu as coloco em um vidro de maionese, o qual deixo dentro do tanque de lavar roupa embaixo da torneira a qual permanece pingando sobre sua boca ininterruptamente.
Após 24/36 horas já estarão praticamente limpas e poderão ser servidas com o auxilio de uma colher de chá com a qual serão depositadas em pequenas porções no comedouro próprio.
São indispensáveis para garantir uma boa dieta aos peixes, devendo ser servidas pelo menos duas vezes por semana. Muito ricas em lipídios (gorduras), ajudam e muito no crescimento e na assimilação das vitaminas A, D e E, etc…

ARTÊMIA SALINA – pequenos crustáceos marinhos muito ricos em iodo, fósforo, cálcio, potássio, proteínas e vitaminas A, Be D.
São indispensáveis na alimentação de nossos peixes. Devem ser utilizadas no crescimento, na gestação, na reprodução e nas convalescenças de doenças.
Devemos servi-los pelo menos quatro vezes por semana sendo que o ideal seria servi-las todos os dias.
Podem ser encontradas nas boas casas do ramo onde são comercializadas em porções.
Para mantê-las em casa utilizo um desses potes plásticos de 2 quilos de maionese, onde deposito juntamente com a água na qual vem de 2 a 4 porções.
Ali elas vivem por algum tempo até serem consumidas pelos peixes (3 a 5 dias).
Para alimentá-las utilizo levedura de cerveja em pó.
Para servi-las existem a venda redinhas próprias de malha bem fina. Ao capturá-las é bom deixá-las por alguns segundos sob o jato de água de uma torneira antes de dá-las aos peixes.
Obs.: são encontradas também na forma congelada, desidratada e hidratada, mas sempre que possível sirva-as vivas, pois além de serem mais nutritivas nos proporcionam um showzinho, quando os peixes as perseguem por todo o aquário para capturá-las.

NÁUPLIOS DE ARTÊMIA – trata-se dos mesmos crustáceos já mencionados só que recém nascidos.
Para obtê-los compramos os cistos (ovos) em lojas do ramo.
Para eclodir os ovos utilizamos um recipiente de vidro no qual adicionamos meio litro de água a qual salgamos com uma colher de chá de sal grosso ou marinho.
Usaremos uma mangueirinha com pedra porosa ligada e a compressor de ar para misturar bem o sal na água. Adicionaremos então meia colher de chá de ovos. Ajustaremos então a entrada de ar para que apenas mantenha os ovos em movimento constante.
Os ovos eclodirão em 24/36 horas a temperatura de 27°C ou em 48 horas a uma temperatura de aproximadamente 23°C.
Desligamos então o aerador, esperamos 10 a 15 minutos e com a própria mangueirinha utilizada na aeração sifonamos as pequeninas artêmias, passando-as por uma redinha confeccionada com malha fina de meia de mulher. É só servir.
Devemos preparar de 3 a 5 potes de vidro por vez para podermos ter o bastante.
São indispensáveis aos alevinos e filhotes em fase de crescimento, devendo ser servidas diariamente pelo menos em duas das três refeições.

DÁFNIAS – (Pulga d’água).
Pequenos crustáceos de água doce que habitam charcos, pântanos, enfim águas ricas em matéria orgânica, onde existem muitas bactérias e micro seres, o que constitui em seu alimento.
Podem ser adquiridas em algumas casas do ramo onde são comercializadas em porções.

MICROVERMES
Para cultivá-los devemos utilizar recipiente de plástico neutro (copinhos descartáveis) nos quais depositamos um mingau feito de farinha de maizena e água.
0 mingau deve ser meio ralo e deverá ocupar apenas o fundo do recipiente, por isso devemos preparar várias culturas ao mesmo tempo.
Em seguida, espalhamos por sobre o mingau uma pequena quantidade de fermento (meia colher de café por cultura).
Após 48/72 horas inicia-se a cultura dos microvermes, mas só começaremos a servi-los aos peixes de 5 a 7 dias depois.
Devemos tapar o recipiente com um pedaço de pano, o que evitará que o odor característico da fermentação (leite estragado) espalhe por todo o aposento. O pano também evitará a entrada de insetos.
A cultura deverá ser guardada em local sombrio e não muito quente.
Para alimentar os vermes devemos a cada 3 dias espalhar um pouco de farinha de aveia sobre a cultura.
Para servi-los, basta passar o dedo ou objeto de madeira (palito de sorvete) nas paredes do recipiente e em seguida molhá-lo na água do aquário.
Os microvermes são indispensáveis na alimentação dos alevinos pois são ricos em lipídios (gorduras) e aceleram o processo de crescimento.
Devem ser servidos diariamente durante as primeiras semanas de vida dos alevinos.

DROSÓFILAS – pequenas moscas de frutas que constituem-se ótimo alimento para os peixes.
Para cultivá-las basta injetar com uma seringa, dessas descartáveis, cerveja preta em uma banana ou goiaba, precipitando assim o processo de fermentação e ativando o desenvolvimento das larvas.
Após aplicar a cerveja coloque a fruta em um vidro (esses de maionese de 500 gr).
É só aguardar e servir as larvas que surgirão a seus peixes. Eles apreciam muito.

TENÉBRIOS – larvas de insetos de cor creme que chegam a medir 2/3 cm.
Muito apreciadas por peixes de médio e grande porte, (o Oscar adora).
Podem ser encontrados a venda em casas que comercializam pássaros e também nas especializadas em pescas, onde são vendidas em pequenos potes plásticos.

INFUSÓRIOS – alimento indispensável para os recém nascidos em sua primeira semana de vida.
Para cultivá-los devemos preparar água velha (água que ficou 3 ou mais dias em repouso). Nessa água pingamos algumas gotas de leite desnatado ou levedura de cerveja; no dia seguinte mergulhe nessa água algumas folhas de alface que deverão ter permanecido por pelo menos, dois dias ao sol (podem ser também cascas de banana ou de nabo).
Dois ou três dias depois deverão começar a formar-se bactérias que servirão de alimento aos infusórios. Após isto, regar um vaso de plantas e recolha a água que sair pelo seu fundo, deposite essa água na cultura. Em poucos dias a água ficará verde se a cultura ficar exposta em local ensolarado, indicando a existência de fitoplâncton. (infusórios)
Sirva-os em colheradas. Uma colher de sopa duas a três vezes ao dia, será o bastante.
Os infusórios possuem vitaminas
Obs.: alevinos de peixes ovíparos tem que ser alimentados com infusórios em sua primeira semana de vida do contrário poucos ou nenhum sobreviverá.


ENQUITRÉIAS

Pequenos vermes brancos, que medem por volta de 2 cm de comprimento.
Para cultivá-las em casa utilize um recipiente de vidro ou de plástico neutro, onde colocará uma camada de 5/8 cm de carvão ativado vegetal de granulação média empapado em água. (o mesmo carvão que usamos nos filtros do aquário).
Em seguida sobre a superfície do carvão, depositamos algumas enquitréias, as quais irão imediatamente enterrar-se no carvão.
Coloque então sobre a superfície do carvão uma tira de vidro na qual os vermes, que se multiplicam muito rápido, se concentrarão e de onde serão retirados para serem servidos aos peixes.
Antes de servi-las devemos lavá-las em água (coloque-os em um pequeno vidro com água que deverá ser trocada pelo menos três vezes), após derrame-os (os vermes) juntamente com essa água no aquário.
Para alimentar os vermes espalhe sobre a cultura aveia em pó a cada dois dias.
São ricos em lipídios e vitamina E, e devem ser parte integrante na dieta de nossos peixes, servindo-os pelo menos uma vez por semana.
O recipiente usado para a cultura deve ser coberto por um pano para que este absorva o excesso de umidade e evite a entrada de insetos.
A cultura deve ser guardada em local arejado e sombrio.
Obs,: o carvão que irá ser utilizado na cultura deve permanecer por um período não menor que 30 dias submerso em água que deverá ser trocada a cada três dias.
Devemos fazer isso para que o carvão perca parte de sua propriedade ativa.

Sérgio Tagliavini Jr

Fonte: Revista Aquarista Junior nr.18

Fonte: http://www.peixesornamentais.info/index.php?option=com_content&task=view&id=642&Itemid=41