Pesca

A artêmia salina

A artemia Salina é o melhor alimento vivo para os peixes de pequeno porte. Serve tanto para peixes marinhos como para peixes de água doce.

A sua criação é economicamente viável quando se puder competir em qualidade e constância de produto uniforme durante o ano todo.

REPRODUÇÃO: Num aquário, dentro de uma estufa, com a temperatura controlada por termostato, alimentada com micro algas, mesmo nos dias frios do inverno paulista consegue-se a reprodução da artemia desde o ovo (cisto) até a fase adulta. Já no tanque externo, a reprodução é viável por viviparidade das artemias adultas, bastante resistentes ás instabilidades do clima. Em épocas desfavoráveis (temperatura baixa, céu nublado) deve-se controlar a produção, aumentando o número de matrizes do que nos dias favoráveis.

PRODUTO: Num aquário, a melhor colheita se obtém se renovar o meio de cultura a cada semana uma parte.
Num tanque externo, calcula-se como vida útil da água salinizada para uma produção econômica como 6 meses e renova-se toda a água do tanque. As vezes pode ser menos ou até mais do que esse tempo, dependendo da deterioração da água. (A água fica turva, densa demais). Muita chuva faz crescer algas inúteis que não servem para alimentação das artemias.

ALIMENTAÇÃO: O melhor alimento para nauplios de artemia seria a microalga (“tettaselmis chui”, “Nannochloris oculata’”). Em substituição, recorre-se ao fermento biológico (pequena porção e diluida em água). Quando pequena,a artemia nada dentro d’água, e se alimenta com os sedimentos em suspensão. Quando adulta, ela se alimenta na auperffcie, com os alimentos que estejam boiando. As vezes belisca os alimentos da parede do tanque e os que precipitaram no fundo do mesmo.
Serve de alimento leite de soja, lêvedo de cerveja, maizena, ração em flocos para peixinhos. O leite de soja fica boiando na superfície, e a maizena fica depositada no fundo. Como polui pouco, utiliza-se o leite de soja.

PREDADORES: As larvas de pernilongo são concorrentes da artemia no consumo dos planctons da sua alimentação. Há bezourinhos d’água, e outros concorrentes como uma mosca, bem resistente á salinidade. Exceto esta mosca, todos estes inimigos naturais da artemia são controlados com a maior dosagem do sal no meio de cultura.

As larvas de odonata (libelula) são os piores inimigos da artemia. São predadores e, como são bem ligeiras e agéis, liquidam em pouco tempo as desajeitadas artemias. Nascem em tanques que estão perdendo a salinidade pelas constantes chuvas do verão e, uma vez nascidas, não há salinidade suficiente e fácil para liquidá-las como acontece com as larvas de pernilongo.

PROTEÇÃO: Os tanque de criação podem ser protegidos, cobrindo-se os mesmos com redes de filó ou telas de nylon, ou plásticos impermeáveis.
Estes plásticos podem proteger também o tanque das águas da chuva que diminuem a salinidade e aumentam a poluição com algas inúteis que turvam a água.

Em aquários, nota-se a grande resistência de certas cepas de artemia a água doce. Disto se condui que a artemia se adaptou a salinidade para melhor se defender dos seus inimigos predadores.
Os gastos com redes de proteção podem em parte, ser diminuidos com o emprego de pouca salinidade.

MICRO – ALGAS: As micro-algas selecionadas adaptam-se as águas salinizadas. Em tanques especiais podem ser cultivadas e empregadas no início de uma cultura de artemia, na renovação de um tanque. Estas micro-algas concorrem com a propagação de outras algas que não sendo inteiramente consumidas pelas artemias, deixam detritos poluentes no fundo do tanque.
A água salinizada não contém outro elemento a não ser cloreto de sódio, acrescido de pequena porção de adubo foliar.
A água marinha natural apesar de bem dispendiosa, não concorre com um aumento na produçao das artemias.

Fonte: Revista Aquarista Junior nr.11

Fonte: http://www.peixesornamentais.info/index.php?option=com_content&task=view&id=196&Itemid=41