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PIB do agronegócio cresce 1,31% no primeiro bimestre de 2015 em MG

14/05/15
O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio mineiro fechou o primeiro bimestre de 2015 com alta de 1,31% em relação ao período no ano passado. O bom desempenho foi impulsionado pelo resultado positivo dos segmentos básico, indústria e serviços do setor, especialmente a agropecuária, que liderou a expansão, com crescimento de 2,45%. É o que revela o levantamento do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/USP), financiado pela FAEMG, SENAR-MG e SEAPA.

Com o crescimento de 0,47% em fevereiro/15, a renda do agronegócio mineiro estimada para o ano é de R$ 164,618 bilhões (a preços de fevereiro/15). Desse valor, estima-se que R$ 78,002 bilhões (47,76%) sejam resultantes do ramo da agricultura e R$ 86,616 bilhões (52,24%) do pecuário.

No segundo mês do ano, o resultado positivo, ainda que tímido, aconteceu devido à contribuição dos setores básico (0,97%), indústria (0,06%) e serviços (0,57%). Trazendo reflexos da situação econômica do país, o segmento de insumos apresentou taxa negativa de crescimento de 1,92%. “Os fertilizantes e corretivos de solo, por exemplo, apresentaram retração no volume e a comercialização também ficou comprometida pela greve dos caminhoneiros, que aconteceu naquele mês. Outro fator foi o encarecimento de insumos importados pela desvalorização cambial”, explica Aline Veloso, coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG.

As atividades agrícolas ‘dentro da porteira’ apresentaram elevação de 17,54% em relação ao ano passado, ainda que a estiagem do início do ano já tenha impactado a produção. A valorização foi vista principalmente nos preços dos produtos e, consequentemente, aumento do faturamento. Isso pode ser observado para café (36,66%), batata (71,74%), laranja (8,45%), banana (6,65%) e feijão (59,11%).

Nas atividades pecuárias, aconteceu avanço de 1,13% no mês, considerando-se apenas a variação nos preços dos produtos analisados, especialmente da bovinocultura (bois, 23,29%, e vacas, 22,85%), ovos (9,44%) e leite (6,30%).

De acordo com a coordenadora, o crescimento ‘dentro da porteira’ poderia, nesse relatório, já ter apresentado contribuições ainda melhores, se os dados de produção dos setores de pecuária já tivessem sido publicados pelo IBGE, bem como dados de processamento de cana-de-açúcar, soja e café, aumentando a contribuição para o item indústria: “Como a periodicidade da publicação do IBGE é trimestral, somente a partir de junho será possível analisar mais adequadamente a contribuição dos setores de pecuária”.