Suinos

Peru: potencial mercado de suínos para o Brasil

17/05/2017

O Peru é um dos países que mais cresce economicamente na América Latina, mas essa expansão ainda não se reflete em seu consumo doméstico de proteína animal. De acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), A alimentação com suínos é de apenas 5,7 quilos por habitante – um dos mais baixos da região.

No entanto, a produção interna e as importações estão em alta devido ao crescimento econômico e ao aumento da renda dos peruanos. Recentemente, o USDA apontou esse mercado como uma aposta que vale a pena ser feita, e a proximidade do Brasil pode ser um fator decisivo.

No momento, o Chile é o principal fornecedor de suínos ao Peru, em função de seus preços competitivos e a facilidade logística. Mas por se tratar de um país com recursos naturais muito menores, será uma questão de tempo até um grande player mundial assumir esse emergente consumidor.

Para tanto, será necessário vencer algumas barreiras, como a preferência dos peruanos por carne de aves. Para se ter uma ideia, o consumo per capita aumentou para uma média nacional de 55 quilogramas por ano. Na capital Lima o consumo atingiu 70 quilogramas por ano. O peixe é a segunda proteína mais consumida no Peru, com um consumo per capita de 16 quilos por ano.

Outra questão é de ordem mais subjetiva: há mitos e desinformação que levam a população a ter receio quanto à sanidade da carne suína. Historicamente, a carne de porco no Peru está associada a doenças e a visão da população é de que os animais são criados em meio ao lixo. “Estes equívocos e falta de conhecimento sobre os métodos de produção modernos da indústria persistem”, afirma relatório do USDA.

O Peru importou 7,949 mil toneladas de carne suína em 2015, o que marcou um recorde no país. No ano passado foram 7,517 mil toneladas, o que representou uma queda de 5% na relação anual, mas sobre uma base de comparação muito alta.

Fonte: Agrolink