Pecuária

Pecuária: presidente da Faeac estima prejuízo de R$ 8 milhões

25/03/2014

O presidente da Federação da Agricultura no Acre, Assuero Veronez, prevê que a indústria frigorífica acreana já contabiliza um prejuízo estimado em torno de R$ 8 milhões, por conta desta enchente do Rio Madeira. “Uma equipe está providenciando uma balsa para fazer a travessia de carne para fora do estado”, admitiu.

Ele ressaltou que os pecuaristas estão bastante apreensivos e esperam que a situação normalize no decorrer dessa semana. “É uma logística muito complicada, mas o setor perde mercado, depois que deixa de atender aos clientes, pois são mil bois que não foram abatidos por dia desde a suspensão dos frigoríficos”, lamentou o representante da entidade.

Assuero informou ainda que os dois principais frigoríficos (Frigonosso e o Friboi) fecharam suas portas temporariamente, mas só retomam as atividades depois que for garantido o transporte pela BR-364 (Ponta do Abunã/Nova Mutum e Jaci-Paraná).

Desde o final de semana, que os criadores de gado de corte reclamam da oscilação do mercado, pois a arrouba do boi varia entre R$ 98 a R$ 101, enquanto da vaca ficou em torno dos R$ 85 e R$ 91.

O nível do Rio Madeira já ultrapassou os 19,50 metros, conforme balanço da Defesa Civil Rondoniense, que previa que 19,40 metros, no mês de abril. A estimativa da superintendência estadual do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é de que será preciso cerca de R$ 200 milhões, para recuperar os 90 quilômetros da rodovia federal.

De acordo com Fabiano Cunha, o superintendente do DNIT, em entrevista concedida ao Diário da Amazônia, no final de semana, a interrupção do tráfego na BR-364 levou em conta critérios técnicos. “Queremos evitar o desabastecimento da Ponta do Abunã e do estado do Acre”, justificou a medida da interdição.

Os motoristas acrianos contarão como uma única opção para chegar à cidade de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, dois ancoradouros improvisados às margens dos lagos das hidroelétricas (Jirau e Santo Antonio).

Este percurso das balsas chega a durar pelo menos 16 horas, por conta cheia do Rio Madeira que caminha para mês de abril.

Fonte: Jornal A Tribuna