Pecuária

Pasto bem manejado resulta ganhos em produtividade animal

No Brasil o pasto é a principal fonte de alimento dos bovinos e ovinos o que torna importante uma exploração racional. Hoje, os mais de 150 milhões de hectares de pasto apresentam algum tipo de problema sendo a degradação o mais preocupante. As causas são várias, como a má formação e manejo inadequado.

O mini-curso “Manejo de Pastagem: Foco em ajuste de lotação de bovinos e ovinos”, está marcado para às 9 horas da sexta-feira, dia 23 e terá duração de três horas. Será ministrdo por dois especialistas da Embrapa, Rodrigo Amorim e Luiz Armando Zago da Embrapa Pecuária Oeste, de Dourados.

Na aula os especialistas vão abordar a importância do manejo da pastagem – quais são os tratos necessários para garantir sua longevidade e evitar a degradação. Para o especialista Rodrigo Amorim, um dos principais erros de manejo é número de animais que se coloca na área, muitas vezes além do que a pastagem suporta.
Como ajustar a lotação de animais na seca e nas águas e evitar o superpastoreio será um dos pontos de sua apresentação que inclui medir no campo a altura do pasto, corte e quantidade de amostras para avaliar a condição do pasto.

“A altura do pasto determina a hora de entrar com os animais na área e a forma mais fácil é medir no campo a altura da pastagem cujo tamanho depende da variedade”, aponta o pesquisador. “Para medir a altura do pasto usa-se uma régua. O marandu, por exemplo, em pastejo contínuo deve medir de 30 a 40 centímetros, já o capim mombaça em pastejo rotacionado a entrada de animais deve ser com 90 centímetros, o xaraés, no contínuo, de 35 a 45 centímetros e o capim Tanzânia no rotacionado a entrada deve ser quando atingir 70 centímetros”.

O pesquisador esclarece que as pastagens devem ser bem tratadas como tantas outras culturas, possuir qualidade e quantidade suficientes para atender às demandas nutricionais do rebanho, durante todo o ano. O manejo adequado, diz, garante a qualidade e a oferta regular do produto, além de prolongar sua vida produtiva.

Durante a apresentação dos especialistas será abordado o pastejo rotacionado ou alternado para permitir períodos de descanso para as forrageiras e o controle da taxa de lotação durante as águas para assegurar reserva de pastagem para o período seco.

Principais erros cometidos no manejo de pastagens

  • Colocar a quantidade de animais acima da capacidade de suporte das pastagens;
  • Colocar a quantidade de animais menor do que a capacidade de suporte, não utilizando a forragem produzida;
  • Utilizar a pastagem após o ponto ideal de pastejo, ou seja, com intervalo de pastejo superior a 36 dias;
  • Falta de adubação de correção de acordo com a espécie;
  • Falta de adubação de manutenção compatível com os nutrientes exportados e perdidos do sistema.

Redação
Eliana Cezar ( DRT- 15410/SP
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Fonte: http://www.cnpgc.embrapa.br/index.php?pagina=bancodenoticias/15032007_dinapec.htm