Sanitário

Parasitoses em Equinos: a associação do vermífugo a um bom manejo é essencial

27/07/2015

A Equideocultura Nacional ainda têm alta incidência de verminoses e, assim como em como em outras espécies animais, os parasitas em equinos trazem sérios prejuízos econômicos. Baixa performance, retardo no crescimento, debilidade crônica, predisposição à infecções, cólicas e até mesmo a morte, são alguns dos problemas ocasionados pela infestação parasitária em equinos. Cuidados sanitários auxiliam os criadores de cavalos a reduzirem os prejuízos, e devem levar em consideração localização geográfica, estação do ano, condições climáticas e métodos de manejo.

Entenda melhor as infestações por parasitas: Os parasitas de equinos se dividem em dois tipos: nematóides e cestóides. De uma forma bem simples, os nematoides são os vermes redondos e apresentam ciclo de vida direto onde os parasitas adultos habitam o trato gastrointestinal e eliminam os ovos nas fezes. Estes ovos, encontrando condições ambientais favoráveis, se desenvolvem em larvas infectantes nas pastagens, podendo ser ingeridas por um cavalo e então se transformarem em parasitas adultos.

Já no caso dos cestoides (Anoplocephala spp), também chamados de vermes chatos, os mesmos possuem desenvolvimento indireto, precisando de hospedeiros intermediários tais como artrópodes, crustáceos ou mamíferos. Os vermes adultos no intestino dos equinos liberam proglotes grávidas cheias de ovos nas fezes. Os ovos liberados nas pastagens são ingeridos pelos hospedeiros intermediários onde então se desenvolvem em larvas cisticercóides. O cavalo se infecta através da ingestão dos hospedeiros intermediários juntamente com o pasto. Após a ingestão, as larvas são liberadas no intestino se transformando  em vermes adultos.

A falta de prevenção e tratamento adequado dessas parasitoses causam múltiplos danos que podem ser classificados em cinco categorias:

– Mecânicos: Acontece quando as larvas de Dictyocaulus spp. ou Parascaris spp. migram através da traquéia e atingem os pulmões causando lesões no tecido pulmonar. As larvas de Strongylus vulgaris podem causar sérios danos nas suas migrações através dos vasos sanguíneos, irritando suas paredes. O Anophocephala spp. e Parascaris equorum podem também  causar obstrução intestinal.

– Digestivos: Grandes infestações por vermes intestinais em potros causam diarréia, perda de apetite e queda de performance. O verme no estômago interfere na absorção de alimentos, assim o alimento não digerido suprime o apetite, causando uma condição conhecida como anorexia.

– Depletivos: Os parasitas absorvem alimento que o hospedeiro ingeriu para seu próprio uso. Consequentemente, o crescimento e condição corporal de potros parasitados podem ser diminuídos como resultado da perda de nutrientes.

– Alérgicos: Os componentes químicos dos parasitas, especialmente, aqueles provenientes do Parascaris equorum, são estranhos ao hospedeiro e podem causar reações alérgicas.

– Anêmicos: Os parasitas causam isso de duas maneiras: pela ingestão de grandes quantidades de sangue do hospedeiro e pela eliminação de substâncias anti-coagulantes dentro dos ferimentos quando os mesmos se alimentam. Se o sangue perdido não for reposto, ocorre uma anemia por deficiência de ferro.

Programa de controle Parasitário:
As medidas de controle devem ser adaptadas às condições climáticas, topográficas e de manejo de cada região.  O sucesso de um programa de controle de parasitoses em equinos depende da combinação de estratégias de manejo, que atuam sobre as formas de vida livre do parasita reduzindo o número de larvas infectantes nas pastagens, aos tratamentos dos animais com moléculas efetivas como a ivermectina (Eqvalan® e Eqvalan Gold®), que atuam na fase de vida parasitária no animal.

O objetivo do controle parasitário, não é a erradicação dos parasitas. Os objetivos do programa de controle parasitário podem resumidos em:

– Minimizar o risco de doença parasitária, diminuindo a carga parasitária nos animais;
– Controlar a eliminação de ovos de parasitas nas fezes, diminuindo a contaminação do ambiente;
– Manter a eficácia das drogas e evitar o desenvolvimento de resistência anti-helmíntica tanto quanto possível.

Com o propósito de garantir sempre o melhor desempenho dos cavalos, a Merial, líder em saúde animal, oferece aos criadores a linha de antiparasitários para equinos Eqvalan®, compostos pelos produtos Eqvalan® e Eqvalan Gold®, a linha é indicada para tratamento e controle tanto de nematoides quanto de cestóides. Além de completa, a linha quando associada a outras estratégias de manejo como limpeza periódica das instalações, remoção regular e compostagem do esterco e da matéria orgânica das pastagens e das camas das cocheiras, agrupamento dos animais por categorias, manutenção de taxa de lotação adequada, instituição de manejo e descanso apropriado às pastagens, apresenta eficácia máxima na redução do número de parasitas no meio ambiente e são ferramentas essenciais para o sucesso no controle dessas importantes enfermidades em equinos.

Fonte: Agrolink