Flores

O agronegócio de flores e plantas ornamentais no Brasil

O agronegócio da floricultura no Brasil ganha qualidade, competitividade, ramifica-se nos estados e consolida-se como importante atividade econômica em todo País. A performance nas duas últimas décadas tem sido bastante satisfatória, com taxa de crescimento de 20% ao ano. Pela diversidade climática, é possível produzir internamente flores, folhagens e outros produtos derivados, todos os dias do ano, a custos relativamente baixos e, portanto, competitivos.
O mercado interno vem registrando grande dinamismo e crescimento; ainda assim, o consumo per capita anual de flores no Brasil é extremamente baixo (US$ 4,7 por ano), tanto em termos absolutos como em comparação a outros países, como a Suíça, onde o consumo per capita de flores alcança US$ 174 por ano, ou Alemanha, com US$ 98 por ano; França, com US$ 69 por ano; Estados Unidos, com US$ 58 por ano; Japão, com US$ 45 por ano e Inglaterra, com consumo de US$ 30 por ano. As exportações em US$/ano passaram de 15 milhões nos anos 1990 para 16 milhões nessa década, resultado considerado pobre, seja para o potencial produtivo do Brasil seja em comparação ao desempenho das exportações em outros setores da economia. A participação da produção do País no conjunto das suas exportações para o mercado internacional é de menos de 10%, com grandes possibilidades de crescimento.
A atividade é intensiva em mão-de-obra e gera um grande número de empregos diretos e indiretos no País. Agrega cerca de quatro mil floricultores, com a produção distribuída em aproximadamente dez mil pontos de venda e movimenta em torno de 2 bilhões de reais por ano. Essa floricultura estruturada por migrantes europeus, sobretudo holandeses, tem base em São Paulo e expansão acelerada em todo o país. Os governos federal, estadual e municipal têm tido papel importante na organização do setor.
A Região Norte do Brasil é provavelmente a que tem maior potencial de expansão da floricultura; o Nordeste vem registrando significativo crescimento; o Sudeste é o principal centro produtor e consumidor de produtos da floricultura; o Sul depende de fornecimento externo e, no Centro-Oeste, o cultivo comercial de flores e plantas ornamentais é bem recente.
O principal mercado para a agrofloricultura brasileira é o interno. Embora o Brasil já exporte para mais de quarenta países, no mercado externo é ainda incipiente e está por ser conquistado. Holanda, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido e Alemanha respondem pela maior parte das exportações do setor. Outros, como Bélgica, Portugal, Espanha, Canadá, Chile, Coréia do Sul, Venezuela e Rússia, ganham relevância como clientes. A projeção para os próximos anos da balança comercial, com base nos dados das exportações e 21 importações brasileiras de flores e plantas ornamentais dos últimos anos, é de superávit. Os Estados Unidos e União Européia (UE) continuarão sendo os principais mercados para o produto nacional. No entanto, o Brasil continuará importando esses produtos e os principais fornecedores são a Holanda, a Colômbia e a Costa Rica.
A expansão das exportações de flores e plantas ornamentais revela taxas positivas, com tendência para permanecer ao longo dos próximos anos. No mercado interno, as limitações de renda per capita dos consumidores podem ser compensadas pela expansão da produção e preços mais acessíveis desses produtos.
A floricultura brasileira é marcada por diferenciações econômicas, políticas e sociais entre regiões, pólos, produtores e empresas. A melhoria de sua governança e de suas metas contará com a participação da câmara setorial.
A atividade de plantas e flores ornamentais no Brasil está em crescimento, com área cultivada já atingindo mais de cinco mil hectares. A produção é realizada em céu aberto, com estufas e telas. Além de São Paulo, que é o principal produtor, distribuidor e consumidor no País, o Ceará desponta como empreendedor na atividade. Os demais estados vêm organizando o setor e aproveitando os incentivos do poder público.

Fonte: http://www.iica.org.br/Docs/CadeiasProdutivas/Cadeia%20Produtiva%20de%20Flores%20e%20Mel.pdf

 

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Cadeia produtiva de flores e mel / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,

Secretaria de Política Agrícola, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura ; Antônio

Márcio Buainain e Mário Otávio Batalha (coordenadores). – Brasília : IICA : MAPA/SPA, 2007.

140 p. ; 17,5 x 24 cm – (Agronegócios ; v. 9)

ISBN 978-85-99851-21-0

 

1. Agronegócio – Brasil. 2. Política Agrícola – Brasil. 3. Frutas. I. Secretaria de Política

Agrícola. II. Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura. III. Buainain, Antônio

Márcio. IV. Batalha, Mário Otávio. V. Título.

AGRIS 3307;9340

CDU 631.575