Flores

O agronegócio de flores e plantas ornamentais em escala mundial

A floricultura mundial ocupa uma área estimada em 190 mil ha. e movimenta valores próximos de US$ 60 bilhões por ano. O segmento de flores de corte é o mais expressivo, seguido pelo de plantas vivas, bulbos e folhagens.
O comércio mundial de flores e plantas ornamentais está concentrado na União Européia, Estados Unidos e Japão. Destacam-se, ainda, a Colômbia, o Equador e a Costa Rica, na América Latina, e a China, na Ásia.
A União Européia representa o principal mercado consumidor mundial de flores e plantas ornamentais. O maior provedor de flores e folhagens nesse mercado é a Holanda, seguida por Quênia, Israel, Colômbia e Espanha, outros importantes provedores. A Holanda domina o mercado mundial de flores, e é o maior exportador e importador de produtos da floricultura.
No continente americano, os Estados Unidos são o segundo maior mercado e são grande importadores de flores de corte da Colômbia, Equador, Costa Rica, México, República Dominicana e Guatemala. A Holanda é um importante fornecedor aos Estados Unidos de flores cortadas para buquês, que são também adquiridas do Canadá, Israel, Nova Zelândia e Peru.
Considerado o maior mercado de flores da Ásia, o Japão é um dos países de maior importância nesse ramo. A quase totalidade do seu consumo é de produtos produzidos no país. Apesar da importância da produção interna e da imposição de barreiras tarifárias e não tarifárias, o Japão depende de importações para atender às demandas internas, vindas, principalmente, da Coréia, Tailândia, Taiwan, Malásia, e Colômbia. O acesso de fornecedores ao mercado japonês tem sido limitado em razão da distância, da estrutura de vôos internacionais, do rigor dos dispositivos fitossanitários e das exigências de qualidade dos produtos, além dos sistemas de pagamento para esses fornecedores.
Na escala mundial, o mercado de flores e plantas ornamentais poderá sofrer mudanças significativas em um futuro próximo, em decorrência de uma maior participação do continente asiático, onde vem ocorrendo aumento de áreas plantadas no Vietnã, Taiwan e, principalmente, na China.
Na América Latina, a Colômbia é o principal exportador e o segundo no ranking mundial, perdendo apenas para a Holanda. Praticamente toda a sua produção é exportada, sobretudo, para os Estados Unidos. É, ainda, o segundo principal fornecedor de flores para o Reino Unido e o terceiro para Alemanha.
O Equador destaca-se, no cenário mundial, como importante exportador de flores de corte, principalmente, no comércio de rosas.
O terceiro país que mais exporta na América Latina é a Costa Rica. Os principais cultivos são as folhagens, grande parte produzida por empresas norte-americanas instaladas nesse país e responsáveis pela comercialização nos Estados Unidos e Europa.
O Brasil possui um grande mercado interno e consome praticamente tudo que produz.
Embora cultive uma grande área, gera um pequeno fluxo de produtos para o mercado internacional. Vale ressaltar que, nos últimos cinco anos, as exportações brasileiras praticamente dobraram.

Fonte:

http://www.iica.org.br/Docs/CadeiasProdutivas/Cadeia%20Produtiva%20de%20Flores%20e%20Mel.pdf

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Cadeia produtiva de flores e mel / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,

Secretaria de Política Agrícola, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura ; Antônio

Márcio Buainain e Mário Otávio Batalha (coordenadores). – Brasília : IICA : MAPA/SPA, 2007.

140 p. ; 17,5 x 24 cm – (Agronegócios ; v. 9)

ISBN 978-85-99851-21-0

 

1. Agronegócio – Brasil. 2. Política Agrícola – Brasil. 3. Frutas. I. Secretaria de Política

Agrícola. II. Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura. III. Buainain, Antônio

Márcio. IV. Batalha, Mário Otávio. V. Título.

AGRIS 3307;9340

CDU 631.575