Borracha

Nutrição e Adubação de Seringais em Formação e Produção

NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO DE SERINGAIS EM FORMAÇÃO E PRODUÇÃO1

Ondino C. Bataglia2, Wagner R. dos Santos3

RESUMO

A adubação correta das plantas de seringueira é essencial para uma nutrição equilibrada que se reflete em crescimento e produtividade e tem diferentes objetivos de acordo com as fases do seringal. Na formação de mudas visa-se o suprimento de nutrientes para se atingir o máximo de uniformidade, precocidade em muitos casos, qualidade do sistema radicular e aptidão para enxertia. A adubação deve suprir no mínimo a remoção de nutrientes que chega a valores da ordem de 150 kg/ha de N e 100 kg/ha de K apenas para a produção vegetal da parte aérea dos portaenxertos.
Na fase de formação do seringal, o principal objetivo é a antecipação do início da fase produtiva. Além disso, outras características são desejáveis como espessura e anatomia da casca, copa resistente aos ventos e uniformidade das plantas. Os experimentos conduzidos em São Paulo evidenciaram efeitos significativos das respostas às adubações nitrogenada e potássica. A adubação fosfatada, apesar das pequenas respostas, precisa ser considerada para fins de equilíbrio nutricional das plantas. Nessa fase precisam ser consideradas questões relativas aos micronutrientes, principalmente de zinco em solos pobres nos primeiros anos da cultura. Na fase produtiva o objetivo fundamental da adubação é a produtividade, embora a qualidade do látex deva também ser considerada. Nos experimentos conduzidos no Estado a resposta à adubação está quase sempre associada ao potássio, havendo em
alguns casos até efeito negativo do nitrogênio e do fósforo. Problemas nutricionais com micronutrientes são pouco freqüentes na fase produtiva. As tabelas de recomendação de adubação do Boletim 100 do Instituto Agronômico de modo geral estão coerentes com as respostas observadas nos experimentos. Pequenos ajustes precisam ser feitos principalmente sob o aspecto econômico na atual situação de crise do setor produtivo da borracha.
Termos de indexação: seringueira, adubação, nutrição mineral de plantas, análise de solos, análise de plantas.

MINERAL NUTRITION AND MANURING OF RUBBER TREE DURING
IMATURE AND YIELD STAGES
ABSTRACT
The correct manuring of rubber trees is essential for a balanced nutrition resulting in growth and yield. There are specific objectives for fertilizer applications depending on the stage of development of the trees. During seedling stage the purpose of nutrient supply is maximum uniformity, precocity in some instances, quality of root system and ability for budding. Manuring is necessary for replenishment at least of nutrient removal by the young plants which contains up to 150 kg/ha of nitrogen and 100kg/ha of potassium in the shoot of the rootstocks. The main objective on
manuring during the growing period pre tapping is to shorten the immaturity period. Other characteristics as bark thickness and anatomy, wind resistance and uniform plant stand are also affected by fertilizers. Considering this stage of crop development, the experiments conducted in the State of São Paulo indicated significant responses to Nand K fertilization. Phosphate fertilization, despite the small responses for plant growth must be considered to equilibrate nutrient balance in the plant. Micronutrients, specially zinc, is important during the early period of plant growth in the field. After the begining of tapping yield is the main goal of fertilizer application, although quality of latex also may be affected. On the experiments conducted on the State of São Paulo, fertilizer responses are usually associated with potassium. The observation of negative effects of nitrogen and phosphate fertilization is not rare.
Micronutrient disturbances are not usual on this period of plant development. The fertilizer recommendations described on the Technical Bulletin # 100 of Instituto Agronômico are reliable, according to the responses observed on the experiments. Small corrections may be necessary to take into account regional and economic aspects.
Index terms: rubber tree, manure, plant nutrition, plant analysis, soil analysis.

1 Trabalho apresentado no I Ciclo de Palestras sobre a Heveicultura Paulista, Barretos-SP, 10 a 11 de Novembro, 1998.
2 Eng. Agr. Dr. – Centro de Solos e Recursos Ambientais do Instituto Agronômico (IAC). Caixa Postal 28, CEP: 13001-970, Campinas, SP. Email:
ondino@barao.iac.br
3 Eng Agrícola, Centro de Solos e Recursos Ambientais do Instituto Agronômico (IAC). Caixa Postal 28, CEP: 13001-970, Campinas, SP. Email:
wsantos@cec.iac.br

Fonte: http://www.heveabrasil.com/noticias/not0008.pdf