Pecuária

NR dos frigoríficos já está em vigor

20/06/13
Após muitos anos de discussão e avaliação, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) regulamentou oficialmente a norma que assegura os colaboradores que trabalham em frigoríficos. Conhecida como NR 36 – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processa­men­to de Carnes e Derivados, a norma foi publicada no Diário Oficial da União no dia 18 de abril e vem com o intuito de fazer com que os riscos das atividades do setor sejam minimizados ou até mesmo eliminados.

A portaria n.º 555 reúne algumas medidas essenciais para que a saúde dos trabalhadores de frigoríficos e atividades em comum seja preservada. Informações sobre equipamentos de proteção individual (EPIs), mobiliário, temperatura no local de trabalho e outros itens estão no novo regulamento que já está em vigor no Brasil. Antes da criação da NR 36, o setor em questão contava com um edital do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST), que apresentava algumas recomendações para boas práticas e segurança dos trabalhadores.

Conforme Ricardo Moreira, Gerente Técnico da Luvas Yeling, a NR 36 vem para contribuir diretamente com um setor que há anos já apresentava necessidades específicas. “Antes da NR 36 tínhamos apenas as normas básicas envolvendo ambientes de trabalho em geral. Mas essas normas não se aplicam de forma eficiente para todos, pois existem atividades diferentes mesmo num mesmo frigorífico, por isso é extremamente necessário que cada setor tenha suas devidas orientações e a NR 36 traz exatamente isso”, explica.

Por exemplo, em uma empresa de abate e processamento de carnes existem várias etapas até a obtenção do produto final. E cada uma delas exige uma atenção especial, pois cada trabalhador está exposto a diferentes tipos de riscos. “Aquele que fica determinado tempo dentro da câmara frigorífica precisa de um equipamento especial contra as baixas temperaturas. Mesmo para manipulação de carnes, existem diferentes riscos, dependendo da atividade dentro do frigorífico”, diz Moreira.

Mas a NR 36 vai muito além da fiscalização quanto ao uso de EPIs adequados. A norma vem para fiscalizar todo o trabalho desses trabalhadores quanto à jornada de trabalho, que exige pausa entre os horários, e os materiais que eles entram em contato. “Em um frigorífico as pessoas podem entrar em contato com sangue, amônia e outros compostos químicos dependendo da atividade realizada, por isso todos os passos necessitam de adequação, pois existem riscos prejudiciais à saúde”, relata o gerente técnico da Yeling.

Por isso é importante que os donos de empresas de abate e processamento de carnes conheçam a norma e façam a adequação de cada setor conforme os tópicos da NR 36. Para Moreira, “esclarecer os tópicos da norma e ter conhecimento da importância dela é um grande avanço para os trabalhadores, já que o setor é bastante específico e exige grandes cuidados”.

Fonte: Agrolink