Trigo

Novas regras ameaçam fornecimento de trigo paraguaio

24/10/2017

As regras estabelecidas pela Instrução Normativa Conjunta No. 1 estão preocupando a Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco). Segundo eles, o  endurecimento das regras para resíduos agroquímicos influenciará a comercialização de trigo da nova safra (2017) para o mercado brasileiro.

A resolução emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil estabelece novos níveis máximos em produtos vegetais in natura. Em vigor desde o último dia 28 de junho, a INC é mais restritiva do que o Codex Alimentarius. “Com o qual as exportações de cereais paraguaias correm sérios riscos para futuros embarques”, afirmou José Berea, presidente da Capeco.

Segundo o dirigente, os padrões adotados pelo Brasil poderiam levar a um desabastecimento do produto no Brasil, dada ao difícil cumprimento desses novos parâmetros pelos produtores paraguaios, além dos próprios produtores brasileiros, argentinos, norte-americanos e canadenses. “Há ainda a Resolução Nº. 177 da Anvisa, publicada em 21 de setembro de 2017, que proíbe o uso do Paraquat como dessecante, além de outras medidas, o que elevaria o custo da produção de trigo tendo que substituí-lo por outros produtos agroquímicos com preços mais altos”, comenta a Consultoria Trigo & Farinhas.

“A situação gera uma incerteza importante em relação às exportações futuras para o país vizinho, onde um canal de saída importante para nosso trigo foi encontrado nos últimos anos. Inclusive, nós construímos um acordo com as indústrias brasileiras para reconhecer a qualidade de nosso cereal”, alerta José Berea.

“O trigo exportado na colheita de 2016 teve como principal destino o mercado brasileiro, com participação de 99%, sendo que esta situação realmente desperta desconforto em todos os setores da cadeia produtiva”, conclui o analista da T&F, Luiz Fernando Pacheco.

Fonte: Agrolink