Curiosidades

No Verão, cuidados para conservar os alimentos devem ser redobrados. Saiba mais

19/01/2017

secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, ressaltou a importância do trabalho realizado pelo Ital

As altas temperaturas do Verão são ideais para aproveitar o sol, as praias e piscinas, mas também demandam muita atenção na hora de conservar os alimentos e evitar intoxicações e problemas de saúde. Neste caso, o calor e a umidade típicos da estação são fatores que podem aceleram os processos de degradação dos alimentos em geral, especialmente os que são sensíveis à deterioração microbiológica, ou seja, que propiciam um ambiente adequado para o crescimento de bactérias, bolores ou leveduras.

O engenheiro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Assis Euzébio Garcia, orienta a manter o produto na embalagem original, que foi dimensionada para protegê-lo adequadamente, exceto se não possível o refechamento. “Muitas embalagens têm sistema de refechamento pós-abertura e as embalagens flexíveis permitem o uso de clipes para fechamento após consumo parcial do produto”, afirmou.

Para os casos onde não é possível um bom fechamento após abrir a embalagem, ele recomenda a transferência para um recipiente com fechamento hermético, independente se o produto deverá ficar em temperatura ambiente, refrigerador ou freezer. “O fechamento adequado retarda o ressecamento superficial do produto e aumenta a higiene do acondicionamento”, ressaltou o especialista, que dirige o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Ital.

Caso seja necessário transferir o alimento, é importante colar uma etiqueta no novo recipiente contendo, no mínimo, o nome do produto, marca, lote, data de abertura e validade após abertura, conforme a recomendação do fabricante.

O filme plástico, disponível em várias versões no mercado, é ideal para revestir utensílios como tigelas, potes e envolver produtos sólidos. “Há também os saquinhos prontos, que são vendidos em unidades ou rolos, os quais permitem o acondicionamento de produtos em geral, mas devem ser fechados com selos, fitas ou prendedores. Também são disponíveis saquinhos com ‘zíper’”, lembrou Assis.

Além de observar sempre as recomendações do fabricante e a data de validade, o especialista indica alguns importantes cuidados com os alimentos que devem ser intensificados no Verão:

Carnes:

Devem ser comercializadas e estocadas em casa sob refrigeração ou congeladas. Tanto no momento da compra como no preparo, é importante observar se as embalagens a vácuo não estão comprometidas: elas devem aderir ao produto, sem a presença de gás em seu interior. Preparar toda a carne depois de aberta, pois sua vida útil enquanto crua, mesmo sob refrigeração, será mais curta.

No caso de congelados, procurar por sinais de descongelamento ou re-congelamento, como líquido congelado nas caixas externas, muitos cristais de gelo no produto, embalagens molhadas, produtos amolecidos ou deformados.

Legumes e verduras: 

Produtos pré processados (picados, fatiados etc.) devem ficar sob refrigeração, pois sua sensibilidade a alterações é maior do que o produto in natura inteiro.

Alimentos adquiridos inteiros devem ser conservados sob refrigeração. Para não ressecar, guardá-los em sacos plásticos ou em gaveta específica na geladeira. Entretanto, frutas como a banana sofrem danos à temperatura de refrigeração. Neste caso, melhor deixá-la em ambiente seco e arejado.

Após retirar as folhas, partes e unidades deterioradas, os legumes e verduras devem ser lavados e deixados de molho por 10 minutos em solução de água clorada. Após enxaguar e embalar, manter sob refrigeração até a hora do consumo.

Macarrão, açúcar, sal, farinhas em geral:

Observar se a embalagem está íntegra, sem mofo e insetos. Armazenar em local fresco e sem umidade excessiva. Após abertos, podem ser mantidos na própria embalagem, desde que com algum tipo de refechamento, para manter as propriedades de proteção.

Queijos, leites e iogurtes: 

Devem ser mantidos em ambientes refrigerados e recipientes com bom sistema de fechamento. Se não for possível refechar a embalagem aberta, substituir por um recipiente ou envoltório que possa ser fechado. No caso do queijo, quanto maior o contato do envoltório com o produto, ou seja, quanto menor o espaço com ar no interior da embalagem, melhor será a proteção oferecida contra o crescimento de fungos na superfície do produto.

Comidas prontas:

Comidas preparadas no lar devem ser mantidas a temperaturas acima de 60°C para consumo imediato. Nos dias muito quentes do verão, as comidas não devem ser deixadas resfriando à temperatura ambiente por muito tempo, pois pode ocorrer a contaminação e desenvolvimento microbiológico. Podem ser mantidas sob refrigeração em recipientes fechados para consumo em curto espaço de tempo (1 – 2 dias) ou congeladas em recipiente fechado se for necessária uma duração maior.

Peixes, mariscos e crustáceos:

exigem maior atenção na sua conservação, reduzindo-se ao máximo o tempo de exposição em temperaturas fora do recomendado.

Além da perda do produto, falhas de higiene e conservação inadequada do alimento podem causar o desenvolvimento de microrganismos com implicações para a saúde do consumidor. “Quanto maior a temperatura ambiente, maior é a velocidade de deterioração de alimentos, por isso, é preciso muita atenção às recomendações de estocagem e de prazo de validade”, alertou Assis Garcia, ressaltando que a zona de temperatura perigosa para a segurança dos alimentos fica entre 5°C e 60°C.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, ressaltou a importância do trabalho realizado pelo Ital no desenvolvimento de novas tecnologias de embalagens e na realização de cursos capacitações e treinamentos. “Transmitir o conhecimento gerado pela pesquisa ao setor produtivo e zelar pela saudabilidade dos alimentos são diretrizes do governador Geraldo Alckmin para a Pasta”, afirmou.

Fonte: Secretaria de Agricultura – SP