Tire suas Duvidas

No que as micorrizas favorecem ?

Assim as micorrizas favorecem:

_Melhor absorção de nutrientes

Estes fungos têm a capacidade de promover uma maior efectividade por parte da planta na utilização de nutrientes do solo, nomeadamente o fósforo. Tanto as plantas micorrizadas com as que

não estão absorvem o fósforo da mesma origem (fracção solúvel), mas como este é pouco móvel e normalmente não existe em grande quantidade disponível, a energia gasta para o assimilar é grande. Logo as plantas não micorrizadas têm mais dificuldades em obtê-lo, e quando o fazem é com maior dispêndio de reservas. O mesmo acontece com outros nutrientes pouco solúveis,

como o zinco e o cobre. Também o potássio e cálcio vêm favorecida a sua assimilação.

O excesso de azoto, tal como um excesso de fósforo, no solo, pode prejudicar o desenvolvimento e multiplicação das micorrizas, pelo que se deve reduzir os níveis de fertilizantes aplicados através de adubações minerais, sem prejuízo das produções. Esta prática traz vantagens acrescidas a nível económico e ambiental, pois é sobejamente conhecido o efeito poluente do azoto ao nível dos aquíferos.

_Maior resistência ao stress

As plantas bem alimentadas, com maior vigor e desenvolvimento do sistema radicular resistem melhor a situações de défice hídrico e temperaturas extremas. Também toleram melhor os solos com pH baixo.

_Maior capacidade de resistência a doenças

A planta micorrizada tem o fungo instalado e assim o fungo que quer atacar a planta já tem de competir com o que está instalado. Por outro lado o tipo de secreções e exudações, originadas pela simbiose, vão provocar uma alteração no meio envolvente à zona radicular, o que impedirá a instalação de organismos parasitas.

As plantas micorrizadas têm um sistema de defesas potenciado, logo vão resistir com menos danos a ataques provocados por agentes patogénicos, com incidência a fungos causadores de danos a nível radicular como a phytophthora, aphanomyces, pythium, a danos vasculares como fusarium e verticillium, e a nemátodos como meloidogyne e pratylenchus. As micorrizas não inibem o desenvolvimento das doenças, mas as plantas micorrizadas têm uma maior capacidade para resistirem aos estragos provocados por essas doenças.

As micorrizas estão bem disseminadas na natureza, no entanto a sua distribuição no solonão é uniforme e o tipo de micorriza aí existente nem sempre é o mais indicado para a cultura

em causa. Se se usar mais de um tipo de micorriza irá criar-se uma sinergia entre elas, o que acelerará o processo de simbiose.

As práticas culturais desadequadas, como o uso intensivo de fungicidas sistémicos, excesso de adubações fosfatadas e azotadas, e a erosão do solo, são inibidores naturais do desenvolvimento

e multiplicação das micorrizas.

(Eng. Carlos Ramos)