Produtos Veterinários

Nanotecnologia aplicada à agricultura é tema de discussão na Campus Party

01/02/2017

Os visitantes da 10ª edição da Campus Party Brasil terão a oportunidade de conhecer aplicações e impactos que a nanotecnologia está trazendo para a agricultura tropical e como as inovações dessa ciência podem atrair iniciativas empreendedoras para o país. Esse panorama será apresentado pelo pesquisador Caue Ribeiro da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), que participa pela primeira vez de um dos maiores encontros do mundo na área de tecnologia e ciência.

A convite do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a palestra será realizada no dia 3 de fevereiro, às 21h15, no palco Inovação, na área Open Campus, onde está localizado o estande do órgão governamental. A Campus Party Brasil 2017 tem início ontem, 31 de janeiro, e vai até 5 de fevereiro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP), por onde deverão circular cerca de 120 mil pessoas.

Caue, que é coordenador da Rede de Nanotecnologia aplicada ao Agronegócio (Rede AgroNano), vai destacar o conjunto de aplicações da nanotecnologia que vêm surgindo com potencial impacto para a realidade brasileira. Entre as pesquisas desenvolvidas no âmbito da rede, o pesquisador vai destacar o uso de novos sensores, insumos de liberação controlada, nanomedicamentos veterinários, com resultados promissores em laboratório.

De acordo com Ribeiro, em muitos casos, estas tecnologias podem explorar a grande demanda por inovação do agronegócio, que corresponde, aproximadamente, a 30% de toda a atividade econômica brasileira. “Na palestra, mostraremos uma visão de como empreendedores podem cooperar para que estas inovações se realizem, tanto na produção em si quanto nas oportunidades que tecnologias convergentes podem explorar economicamente”, afirma.

Reforço na pesquisa

A Embrapa Instrumentação já atua com o desenvolvimento de pesquisas envolvendo nanotecnologia desde 1997. Para fortalecer a agricultura tropical, inaugurou em 2009, com 2.300 metros quadrados, o Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), que funciona em forma de “facility” para colaborações científicas e prestação de Serviços para instituições públicas e iniciativa privada.

Em 2013, o LNNA passou a integrar o SisNANO, sistema de laboratórios multiusuários direcionados à pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) em nanociências e nanotecnologias do MCTIC. O LNNA passou a ser um dos oito laboratórios estratégicos para o país.

Fazer parte do SisNANO, significa ter prioridade nas políticas públicas de apoio à infraestrutura de laboratórios e formação de recursos humanos altamente qualificados, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) e associadas ao Plano Brasil Maior (PBM).

Desde 2015 a Embrapa também integra o Consórcio Europeu para regulação em nanomateriais (NANoREG), fato que está permitindo o emprego de materiais de referência e de procedimentos padronizados internacionalmente, além de atuar na caracterização e avaliação de impactos de materiais, inclusive de fontes naturais, que possam compor o desenvolvimento de pesquisas científicas à base de nanotecnologia.

A inserção da Embrapa no NANoREG, assim como de outros institutos do país, foi possível graças a um acordo de cooperação internacional, com a participação do MCTIC, formalizado durante reunião geral do órgão, realizada em Portugal, em 2015.

MCTIC na Campus Party

A Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do MCTIC optou por convidar especialistas da área para apresentar as palestras na Campus Party. Além de Caue Ribeiro, participam representantes da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq); da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP); do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O MCTIC vai divulgar ações de sete programas do órgão relacionados às áreas de pesquisa científica e tecnológica: Brasil Mais TI, Start-Up Brasil, Sistema de Registro Nacional de Emissões (Sirene), Cidades Inteligentes, Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (IBN) e Centros de Recondicionamento de Computadores (CRC).

Fonte: Embrapa