Cana de Açúcar

Na Europa, UNICA pede mais investimentos na indústria de cana para atingir projeções de demanda

Os investimentos na indústria de cana de açúcar precisam aumentar drasticamente no decorrer da próxima década para evitar um déficit de cana-de-açúcar que poderia atingir 400 milhões de toneladas por ano. Esta perspectiva foi apresentada por Géraldine Kutas, assessora sênior para Assuntos Internacionais da presidência da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), durante o Sugar Trade Outlook 2011, evento organizado pela consultoria F.O. Licht’s nos dias 22 e 23 de junho em Bruxelas, Bélgica.

O encontro, que focou nas perspectivas para a produção e comércio mundial de açúcar, incluiu uma sessão voltada para a economia, produção e comércio de açúcar no Brasil. O evento atraiu mais de 50 participantes, incluindo os principais especialistas na área e representantes oficiais de alto escalão da Comissão Européia.

Kutas acrescentou que a demanda por etanol vai aumentar no mercado doméstico não somente para combustível, mas também para outros usos como na indústria química e de bioplásticos. “Este é obviamente um desafio que a indústria de cana de açúcar terá que enfrentar, mas também um incentivo para mais investimentos em produtos de maior valor. Precisamos pensar em formas para maximizar as tecnologias atuais e implantar inovações futuras. Este desafio exige parcerias e cooperação entre todos os grupos de interesse, incluindo a indústria e o governo,” explicou.

Kutas também destacou que a questão chave no momento é a revisão das regulamentações para açúcar e etanol, anunciada pelo governo brasileiro no começo deste ano. “Taxas para as exportações de açúcar são improváveis”, disse a representante da UNICA, argumentando que o governo brasileiro é um grande defensor do livre comércio global para produtos agrícolas. A assessora da presidência da UNICA também parabenizou a decisão do governo brasileiro de transferir a responsabilidade pelo etanol para a Agência Brasileira de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “O etanol precisa ter um sistema regulatório feito para uma commodity de energia,” ela concluiu.

O diretor de consultoria da Datagro, Guilherme Nastari, também foi um dos palestrantes na sessão dedicada ao Brasil.

 

Fonte: http://www.unica.com.br/noticias/show.asp?nwsCode={76C6EECA-7C73-41B9-859F-2FA8EEC92B9A}