Milho

Milho: Mercado esboça recuperação e exibe ligeiras altas ao longo do pregão desta 2ª feira em Chicago

Publicado em 23/05/2016

Durante as negociações desta segunda-feira (23), as cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a trabalhar próximas da estabilidade. Perto das 12h29 (horário de Brasília), as primeiras posições do cereal, julho e setembro/16, exibiam ligeiras quedas, ao redor de 0,25 pontos, cotadas a US$ 3,94 por bushel e US$ 3,96 por bushel, respectivamente. Já as mais distantes, março/17 e maio/17, eram negociadas acima dos US$ 4,00 por bushel.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, o mercado ainda é influenciado pelos dados vindos do mercado financeiro. “Nesse início de semana, o dinheiro está sendo direcionado para portos seguros, com os investidores deixando ativos de maior risco como ações e commodities, entre elas as agrícolas”, disse o editor e analista do portal Bryce Knorr, na manhã desta segunda-feira.

Paralelamente, os embarques semanais de milho, reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram, mais uma vez, firmeza. Na semana encerrada no dia 19 de maio, os embarques ficaram 1.076,464 milhão de toneladas, contra as expectativas dos participantes do mercado que estavam entre 1 milhão a 1.150 milhão de toneladas. Na semana anterior, o número ficou em 1.110,6 milhão de toneladas, ainda segundo dados do órgão. A demanda pelo produto norte-americano tem sido uma das variáveis observadas pelos investidores e também tem fornecido suporte aos preços em Chicago, conforme destacam os analistas.

Em relação à safra norte-americana, os participantes do mercado apostam que o USDA aponte a área total cultivada com o grão em 86%. As informações sobre o andamento da nova safra dos EUA serão atualizadas no final da tarde de hoje, em novo relatório de acompanhamento de safras do departamento. “Provavelmente, os agricultores conseguiram realizar um bom progresso no plantio na semana passada, já que as condições mais quentes e secas reduziram a quantidade de áreas com excesso de umidade”, ressalta Bryce Knorr.

Na semana anterior, cerca de 75% da área já havia sido cultivada, porém, havia preocupações e atrasos em alguns estados como Indiana e Ohio devido às chuvas constantes. De acordo com informações do NOAA – Serviço Oficial de Meteorologia do país – nos próximos dias – de 28 de maio a 1 de junho, as temperaturas deverão ficar acima da média em grande parte do Corn Belt. Já as chuvas poderão ficar entre 33% até 50% acima da normalidade no mesmo período.

O andamento da na América do Sul continua no radar dos participantes do mercado. No Brasil, já há muitos relatos de perdas devido às altas temperaturas e a ausência de chuvas observadas ao longo do mês de abril. Na contramão desse cenário, na Argentina, a preocupação é com o excesso de chuvas e o atraso na colheita do cereal.

BM&F Bovespa

Na BM&F, as cotações futuras do milho operam em campo misto no pregão desta segunda-feira (23). Por volta das 12h27 (horário de Brasília), os primeiros vencimentos exibiam perdas entre 0,60% e 0,61%. O setembro/16, referência para a safrinha brasileira, era negociado a R$ 43,40 a saca. Já as posições mais longas, novembro/16 e janeiro/17, eram cotadas com altas entre 0,11% e 1,56%. O janeiro/17 era cotado a R$ 45,70 a saca.

Enquanto isso, o dólar, variável importante na composição dos preços, era negociado a R$ 3,5639 na venda, com valorização de 1,30%, por volta das 12h30 (horário de Brasília). A movimentação positiva é decorrente da divulgação por parte do governo brasileiro da nova meta fiscal que enviará ao Congresso, com rombo fiscal de até R$ 170,5 bilhões em 2016. Os investidores ainda avaliam a divulgação da conversa gravada do ministro do Planejamento, Romero Jucá, na qual ele sugere que uma troca no governo federal resultaria em “pacto” para frear os avanços da operação Lava Jato.

Do lado fundamental, não há modificações no cenário. A baixa disponibilidade do produto ainda dá suporte aos preços no mercado doméstico e as incertezas em relação à safrinha ainda dão sustentação aos preços futuros, conforme ponderam os analistas.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas