Milho

Milho: Com perspectiva de avanço no plantio nos EUA, mercado opera em queda na CBOT

Publicado em 20/04/2015

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho estenderam as perdas ao longo dos negócios desta segunda-feira (20). Por volta das 12h08 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam perdas entre 1,75 e 2,25 pontos. O contrato maio/15 era cotado a US$ 3,78 por bushel, após ter iniciado o dia a US$ 3,79 por bushel.

De acordo com informações do site internacional Farm Futures, os investidores operam de forma mais cautelosa depois de uma semana favorável para o avanço do plantio nos EUA, que aliviou as preocupações com o andamento do cultivo do grão. A perspectiva é que nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) aponte o plantio completo em 12% da área estimada para essa temporada.

Na semana anterior, o índice ficou em 2%, contra a média histórica dos últimos cinco anos, de 5%. Contudo, o foco dos participantes do mercado deve permanecer no comportamento do clima no país. Por enquanto, as previsões indicam chuvas em Iowa, Nebraska e no Kansas. Precipitações também são previstas para Wisconsin e Illinois na manhã desta segunda-feira.

Entre quarta e quinta-feira, a região do Meio-Oeste do país deverá receber uma onda de frio. Segundo os analistas, caso a previsão seja confirmada, poderá impactar o andamento da semeadura do grão. Mas, ainda assim, é preciso levar em consideração a capacidade de avançar com o cultivo do milho, por parte dos produtores norte-americanos.

Já os embarques semanais subiram em relação à semana anterior. Até o dia 16 de abril, os produtores norte-americanos embarcaram 1.068,19 milhão de toneladas de milho, contra 859,247 mil toneladas reportadas anteriormente. As informações foram reportadas pelo USDA na manhã de hoje.

Mercado interno

No Porto de Paranaguá, a saca do milho, para entrega em outubro/15, é cotada a R$ 28,00 na manhã desta segunda-feira (20). Na última sexta-feira, o valor terminou o dia a R$ 28,50 a saca. Os negócios caminham de forma mais lenta nesse momento, já que nesses patamares os vendedores não negociam o produto.

Paralelamente, no caso da safrinha, as vendas estão mais adiantadas, especialmente nos estados do Centro-Oeste. Enquanto isso, as lavouras apresentam boas condições, nas principais regiões produtoras do país. Em Astorga (PR), as chuvas têm beneficiado o desenvolvimento da cultura e a expectativa de produtividade está em 100 sacas do grão por hectare.

O cenário se repete na localidade de Dourados (MS), onde o rendimento médio esperado está entre 80 a 100 sacas de milho por hectare. O preço está entre R$ 17,50 a R$ 18,00 a saca, já os custos estão próximos de R$ 1.600 por hectare. Relação que, na visão do presidente do Sindicato Rural do município, Lúcio Damalia, deixa uma margem ajustada aos agricultores.

Fonte: Notícias Agrícolas