Milho

Milho: Após perdas recentes, mercado testa reação e opera com ligeira alta na manhã desta 4ª feira

Publicado em 29/04/2015

Depois das perdas recentes, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) exibem ligeiras altas na manhã desta quarta-feira (29). As principais posições da commodity registravam, por volta das 7h38 (horário de Brasília), ganhos de mais de 1 ponto. O vencimento maio/15 era cotado a US$ 3,62 por bushel.

O mercado testa uma reação após acumular perdas expressivas e perder importantes patamares de suporte. Na visão do consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado já trabalha próximo do fundo do poço. “O contrato maio/15 nesses patamares ao redor de US$ 3,60 é um nível muito baixo, deixa o produto barato aos compradores nos EUA. E também favorece a produção de etanol, mesmo com o petróleo em valores mais baixos”, explica.

Já o vencimento dezembro/15, referência para a safra americana, próximo de US$ 3,80 por bushel, não dá margem de lucratividade aos produtores, conforme destaca o consultor. “As cotações têm pouco fôlego para recuar mais, pois nesses níveis devem sumir as ofertas no mercado físico norte-americano. E para modificar essa situação seria necessário o aumento nos prêmios no país, ou puxar os valores a US$ 4,00 por bushel, para sentir a presença dos vendedores americanos”, diz.

Enquanto isso, o foco permanece no clima nos EUA, que está ditando o ritmo de plantio da safra 2015/16. As previsões climáticas indicam tempo favorável ao longo dessa semana, o que deverá permitir uma evolução na semeadura do grão. De acordo com informações do site Agriculture.com, os produtores norte-americanos poderão alcançar a média histórica de plantio durante essa semana. “Alguns agricultores do oeste do Corn Belt poderão até mesmo encerrar o plantio do milho no final dessa semana”, disse o corretor e analista de mercado de grão, Al Kluis, da Kluis Commodities.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Em movimento técnico, preços fecham sessão próximos da estabilidade em Chicago

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o pregão desta terça-feira (28) com ligeiras perdas. As principais posições do cereal registraram quedas entre 0,25 e 0,75 pontos, próximos da estabilidade. Apenas o vencimento maio/15 encerrou a sessão do lado positivo da tabela, a US$ 3,61 por bushel, com ganho de 0,25 pontos.

De acordo com o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado do cereal operou de maneira mais técnica ao longo desta terça-feira. “E também os investidores observam a queda do dólar frente a uma cesta de moedas. Já o ligeiro atraso no plantio dos EUA não pesou tanto no mercado”, explica.

No final da tarde desta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou novo relatório de acompanhamento de safras e o plantio do cereal completo em 19% da área até o último domingo (26). O percentual representa um avanço em relação à semana anterior, de 9% e do registrado no mesmo período do ano passado, de 17%.

Ainda assim, o número está abaixo da média dos últimos cinco anos, de 25% e das perspectivas dos participantes do mercado, de 23%. Até o momento, cerca de 2% das plantas já emergiram, volume menor do que o observado no mesmo período de 2014, de 3%. Já a média dos últimos cinco anos é de 6%.

Por outro lado, as previsões climáticas indicam que o tempo deverá permanecer sem chuvas no Meio-Oeste norte-americano ao longo dessa semana. Caso as previsões sejam confirmadas, os trabalhos nos campos deverão registrar nova evolução.

Conforme dados do site internacional Agriculture.com, os produtores norte-americanos poderão alcançar a média histórica de plantio durante essa semana. “Alguns agricultores do oeste do Corn Belt poderão até mesmo encerrar o plantio do milho no final dessa semana”, disse o corretor e analista de mercado de grão, Al Kluis, da Kluis Commodities.

Apesar do curto espaço de tempo, o analista destaca que, considerando o tempo e o progresso registrado no cultivo do grão em algumas localidades, nas quais, o clima registrou uma melhora na semana anterior, o cenário seria possível. Em Minnesota, os agricultores conseguiram avançar em 26% com a semeadura do grão somente na semana passada.

Já o analista de mercado da Farm Futures, Bob Burgdorfer, destaca que a gripe aviária nas granjas dos EUA ainda continua no foco dos investidores. “E também informações de agências de notícias indicam que Taiwan adquiriu 120 mil toneladas do cereal norte-americano para embarque entre junho e julho”, afirma.

Mercado interno

Enquanto isso, no Porto de Paranaguá, o preço do milho permaneceu estável em R$ 26,50. Na região de Jataí (GO), as cotações também recuaram 6,58% para R$ 17,75 nesta segunda-feira. Em São Gabriel do Oeste (MS), os preços caíram 5,26%, para R$ 18,00 a saca do cereal. Na região de Cascavel (PR), a perda foi menor, ao redor de 2,44%, e a saca encerrou o dia a R$ 20,00. As informações foram apuradas pelo Notícias Agrícolas.

A recente desvalorização do dólar juntamente com as boas condições das lavouras do cereal acaba pesando sobre os preços no mercado interno, conforme destacam os analistas. No Mato Grosso, a perspectiva é que a produtividade média das plantações chegue a 100 sacas por hectare, contra a última projeção, de 85,97 sacas por hectare, de acordo com dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O cenário decorrente das chuvas que têm beneficiado o desenvolvimento das lavouras.

Com isso, a perspectiva é que os produtores colham 17,80 milhões de toneladas com o cereal na temporada 2014/15, um aumento de 16,40% em comparação com a última estimativa. No Paraná, o quadro também é semelhante, até o momento, cerca de 98% das plantações apresentam boas condições, segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural).

Diante desse cenário, a perspectiva é de preços mais pressionados nesse momento, já que algumas consultorias indicam uma safrinha de mais de 50 milhões de toneladas, de acordo com os analistas. Paralelamente, os estoques do cereal elevados também contribuem para a formação do quadro.

Fonte: Notícias Agrícolas