Milho

Milho: Após ganhos da sessão anterior, mercado opera com leves quedas na manhã desta 2ª feira

Publicado em 20/04/2015

As cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta segunda-feira (20) com ligeiras quedas. Por volta das 7h38 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam perdas entre 0,50 e 1,00 pontos. O vencimento maio/15 era cotado a US$ 3,79 por bushel.

O mercado voltou a recuar após acumular ganhos entre 1,77% e 2,43% na semana anterior. Movimento decorrente da cobertura de posições vendidas, por parte dos fundos de investimentos. Contudo, os analistas destacam que faltam informações para movimentar as cotações do cereal no mercado internacional.

Nesse momento, o foco deve permanecer no comportamento do clima nos Estados Unidos e na evolução do plantio do grão da safra 2015/16. Na semana anterior, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou que, apenas 2% da área havia sido cultivada, contra a média dos últimos cinco anos de 5%.

Nesta segunda-feira, o departamento reporta novo relatório e a expectativa é que a semeadura tenha alcançado 12%. Ainda hoje, o órgão também divulga novo boletim de embarques semanais de milho, importante indicador da demanda e que pode influenciar no andamento dos negócios em Chicago.

Confira o fechamento do mercado na última sexta-feira:

Milho: À espera de novas informações, mercado termina semana com ligeiros ganhos na CBOT

A semana foi positiva aos contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal acumularam ganhos entre 1,77% e 2,43%. Já na sessão desta sexta-feira (17), os preços da commodity exibiram altas entre 3,00 e 3,50 pontos. O vencimento maio/15 era cotado a US$ 3,79 por bushel.

O consultor de mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, Carlos Cogo, destaca que faltam notícias para movimentar os futuros do cereal. “Tivemos um pequeno atraso no cultivo do milho, mas, por enquanto, são só relatos. E esse fator não deve impactar o mercado, já que a capacidade de plantio dos produtores norte-americanos é boa. Além disso, os institutos de meteorologia projetam um clima favorável para a safra 2015/16 nos EUA”, explica.

Ainda assim, para a próxima semana são previstas chuvas no Meio-Oeste dos EUA, o que poderia gerar especulações no mercado em meio a um possível atraso na semeadura do cereal, conforme dados do site internacional Farm Futures. Alguns analistas também destacam a possibilidade de uma onda de frio na região, entre quarta e quinta-feira da próxima semana, o que também poderia afetar o cultivo do grão.

Até o último domingo, cerca de 2% da área projetada para essa safra já havia sido cultivada, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), contra 5% da média dos últimos cinco anos. As expectativas do mercado é que na próxima segunda-feira (20), o órgão indique a semeadura completa em 12%.

Paralelamente, as exportações norte-americanas seguem dentro do programado. Até o dia 9 de abril, as vendas para exportação referentes à safra 2014/15 totalizaram 588,2 mil toneladas de milho. Uma queda de 8% em relação ao percentual divulgado na semana anterior. Da safra 2015/16, o número ficou em 28,56 mil toneladas do cereal, frente as 62,9 mil toneladas reportadas na semana anterior. Os números foram divulgados pelo USDA.

“Ainda precisamos levar em consideração as projeções dos estoques elevados para essa temporada. Contudo, as cotações não apresentam quedas expressivas, temos observado pequenas oscilações nos últimos dias e o milho trabalhando no intervalo de US$ 3,70 a US$ 3,80 por bushel. E devemos continuar nessa toada até que haja um fato novo no mercado”, acredita Cogo.

Mercado interno

Ainda de acordo com o consultor, o mercado de milho está travado nesse momento. “As traders não estão mais interessadas em comprar milho do Brasil e já fizeram contratos para embarques entre os meses de julho e agosto. As empresas oferecem embarques em setembro e outubro, porém, os produtores querem exportar o grão antes. Com isso, o que enxergamos no curto e médio prazo é uma tendência de declínio nos preços. Nos últimos dias, tivemos uma queda de R$ 2,00 nos preços praticados no norte do MT, de R$ 19,00 a saca para R$ 17,00”, acredita.

No Porto de Paranaguá, a saca do milho, para entrega em outubro, encerrou a sexta-feira estável a R$ 28,50, conforme levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas. Em Cascavel (PR), o preço recuou 1,43%, para R$ 20,70, já em São Gabriel do Oeste (MS), a queda foi maior, de 4,76%, para R$ 20,00 a saca. Na região de Não-me-toque (RS), o valor ficou estável em R$ 22,50. E em Campo Novo do Parecis (MT), a cotação da saca do cereal ficou em R$ 19,00.

“Temos negociações pontuais nesse momento. Estamos vindo de uma colheita boa na safra de verão e uma safrinha com boa sinalização. E temos os números mais fracos das exportações brasileiras, o mercado de milho está em uma encruzilhada, quem vendeu, conseguiu bons valores, mas quem não fez terá grandes dificuldades. O produtor brasileiro terá que se virar sozinho”, alerta o consultor.

Na contramão desse cenário, alguns analistas acreditam que, no segundo semestre, principalmente com o aquecimento das exportações brasileiras, as oportunidades de negociação sejam melhores. Além disso, a perspectiva é positiva para a demanda, especialmente do setor de rações.

Enquanto isso, Nesta sexta-feira, a Consultoria Céleres estimou que a safrinha poderá totalizar 50 milhões de toneladas, um recorde de produção. O número está acima da última projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), de 48,7 milhões de toneladas de milho.

Fonte: Notícias Agrícolas