Suinos

Mercado – Negócio da China

No segundo bimestre desse ano a suinocultura brasileira pôde comemorar. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, divulgou oficialmente no dia 11 de abril, a abertura do mercado chinês para a carne suína brasileira.

Após reunião em Pequim, o ministro da Administração Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China, Zhi Shuping, informou ao ministro da Agricultura a aprovação inicial de três frigoríficos nacionais exportadores de suínos. Essa notícia é muito animadora, pois esse país tem um grande potencial de compra. Veja os dados retirados de um artigo publicado por Ariovaldo Zani, na revista Suinocultura Industrial.

A China representa aproximadamente 30% do consumo global de carnes, e figura como o maior produtor e consumidor de carne suína do mundo. É responsável por mais de 50% do plantel mundial e produz 50 milhões de toneladas de carne suína, o que representa 65% do total de carnes consumidas naquele país.

Os chineses encaram o desafio de manter a oferta crescente por conta da expansão da classe média e correspondente elevação do poder de compra. Para o economista Maílson da Nóbrega, salvo a hipótese de um tropeço, a China deve crescer 8% a 9% ao ano nos próximos 20 anos. “O consumo doméstico vai crescer muito, portanto o país continuará importando muita commoditie”. Ele lembra que os chineses conseguiram crescer sem parar por 30 anos e tirar milhões da pobreza. Com esse crescimento, a carne tornou-se mais freqüente na mesa das famílias, aumentando consideravelmente o consumo em todo o país. Esses índices beneficiam países com grande potencial de exportar carnes, como o Brasil, por exemplo.

Mas a abertura inédita desse mercado não foi fácil. Foram 5 anos de negociações e diversas visitas à China do presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto. “Continuaremos a trabalhar para a habilitação dos frigoríficos restantes”, afirma Neto, já que por enquanto apenas 3 foram habilitados, dos 13 vistoriados pelas autoridades sanitárias chinesas.

Além da China, outros países do oriente querem o suíno brasileiro. Já é esperada a vinda de uma missão japonesa ao Brasil em agosto. Os japoneses vão verificar o sistema de inspeção brasileiro para liberar as vendas de carne suína, e se tudo correr bem, em 2012 já estaremos embarcando os primeiros lotes.

Outro país interessado em importar nosso produto é a Coréia do Sul. Pedro de Camargo Neto voltou recentemente da capital coreana, onde discutiu os impasses que limitavam a negociação. Os coreanos já discutem desde o ano passado com o governo brasileiro a importação da carne suína, e agora parece que as negociações avançaram bastante. “A visita foi muito boa, e cumprimos uma etapa. Demos um passo à frente, não sei avaliar quanto tempo levará para abrir esse mercado, mas acho que rapidamente teremos uma solução. Acho que a parte técnica foi encerrada, agora temos as partes burocráticas, mas estou otimista”, afirma Neto.

Segundo a Abipecs, com a abertura da China, mais as previstas de Japão e Coréia, o Brasil têm potencial de dobrar as exportações de carne suína em 3 a 4 anos. Para isso a produção brasileira teria que crescer 4% ao ano, o que é factível, segundo Neto.

Para os produtores, esse maior volume de exportação reflete no mercado interno. Com parte do que o Brasil produz indo para fora, vai diminuir a quantidade de produto aqui dentro. Com isso, o preço pago ao produtor pela carne deve aumentar. Ou seja, a abertura de novos mercados é boa para todos!

Para manutenção desse cenário positivo, o importante é o Brasil seguir nesse ritmo, buscando consumir e exportar mais. E isso vem acontecendo graças aos esforços de todos os envolvidos na cadeia produtiva do nosso país.

Referências:

Fonte: http://br.merial.com/suinos/infosuinos/2011/setembro/mercado/mercado.asp