Máquinas reduzem desperdício e ajudam a planejar produção

Cada caminhão que sai carregado de soja da fazenda Santa Amélia, em Campo Novo do Parecis (MT), fecha um ciclo que, graças aos avanços tecnológicos, começou muito antes do plantio da safra, no ano anterior.
Cada um dos 3.600 hectares destinados ao plantio é georreferenciado, analisado segundo suas características (pH, proporção de nutrientes e a presença de pragas) e manejado com o auxílio de máquinas de pulverização, adubação e colheita equipadas com piloto automático e GPS.
“Reduzimos o desperdício: cada trecho recebe só o adubo e o fertilizante necessários, nada a mais, nada a menos”, diz Roberto Chioquetta, 50, um gaúcho que chegou à região há 21 anos.
Chioquetta planta soja na safra principal. Na safrinha, usa 1.600 hectares para o plantio de milho comum, milho para pipoca e girassol.
O plantio é precedido por um mapeamento detalhado do potencial e das deficiências da propriedade. O diagnóstico usa imagens de satélite e o resultado da análise de amostras do solo.
O mapeamento vai para um cartão de memória e determina o trabalho das máquinas que irão preparar o solo. “Basta plugar no trator”, diz Chioquetta.
Uma plantadeira -que, junto com o trator que a conduz, forma um conjunto de R$ 1 milhão- é comandada com o auxílio de um joystick e funciona com um sistema de GPS. Toda a programação é feita pelo operador do trator, que trabalha em cabine refrigerada. A maior parte dos comandos é feita em uma tela sensível ao toque.
A colheitadeira também obedece a uma programação e tem sensores que avaliam a produção em cada trecho colhido, em tempo real -os dados geram um mapa de produtividade que é base de trabalho para a safra seguinte.
Depois de colhida, a produção é armazenada em sete silos que estão ligados a um sistema eletrônico que monitora e faz o controle automático de peso, temperatura e umidade dos grãos.
Na etapa da venda, os caminhões são carregados sobre uma balança eletrônica, ligada ao escritório da propriedade. “Emitimos a nota fiscal na hora.”
Chioquetta diz que a modernização cortou pela metade o número de funcionários, mas dobrou a folha de pagamentos. “É difícil encontrar pessoal especializado”, afirma. (RV)

 

Fonte: http://blogdojammarinho.blogspot.com/2011/04/maquinas-reduzem-desperdicio-e-ajudam.html