Feijão

Mapa vai propor redução à zero da tarifa de importação de feijão

23/06/2016

Com uma alíquota de 10% na Tarifa Externa Comum (TEC), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá propor a redução à zero do imposto de importação de feijão. A aquisição do grão de países da Mercosul foi autorizada pelo presidente em exercício Michel Temer, na quarta-feira, 22 de junho, diante o preço do produto disparar nos supermercados, visto a quebra de safra no Brasil.

O Ministério da Agricultura, por meio de nota, afirma que a proposta de redução a zero da alíquota de importação de feijão, de qualquer país, será encaminhada à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Uma reunião está marcada para a tarde desta quinta-feira, 23 de junho, na Câmara de Comércio Exterior.

A proposta da inclusão na lista de exceções à TEC será por um período de 90 dias.

O feijão deverá ser importado de países do Mercosul, como Argentina e Paraguai, que já possuem alíquota zero, ou seja, acesso livre ao mercado brasileiro. A redução de 10% para zero da alíquota beneficiaria países como a China, que hoje é um dos principais exportadores do grão ao Brasil.

Em Cuiabá, como o Agro Olhar comentou recentemente, o pacote de um quilo de feijão carioca chega a ser encontrado a R$ 12,64, enquanto o feijão preto R$ 7,99. O aumento do preço é decorrente a quebra de safra, motivada pelas condições climáticas, que ocasionou a perda de praticamente todas as safras no Centro-Oeste.

O feijão, inclusive, em maio foi considerado um dos vilões da cesta básica em Cuiabá, juntamente com a batata. Em maio, o feijão apresentou alta de 11,56% em maio no comparativo com abril, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a maio, o feijão carioca em 2016 apresentou alta de 33,49% e no acumulado dos 12 meses 41,62%. Já o feijão-mulatinho 37,44% em 2016 e 48,79% nos 12 meses.

Fonte: Olhar Direto