Soja

Mapa lista oito pragas que terão combate priorizado com registro de defensivos

24/08/2015

O Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura (Mapa) definiu por meio de portaria publicada na edição desta segunda-feira (24.08), do Diário Oficial da União (DOU), uma lista com as oito pragas que representam maior risco fitossanitário nas principais culturas agrícolas do Brasil. A portaria define que elas terão prioridade nos processos de registro de produtos e tecnologias de controle. “São consideradas pragas de maior risco fitossanitário e importância econômica, necessitando de priorização de registros de produtos para seu controle”, diz a publicação.

As empresas que possuírem requerimentos de registro já protocolados que atendam as demandas desta portaria devem apresentar em cinco dias úteis, contados da data desta publicação, uma lista contendo o número do processo de registro, marca comercial, ingrediente(s) ativo(s) e indicação do alvo a ser controlado.

1 – Ferrugem da Soja (Phakopsora pachyrhizie) – Soja  
A ferrugem da soja conhecida como ferrigem asiática da soja é uma das doenças de maior importância da cultura da soja na atualidade, pelo grande potencial perdas na produtividade causado pela desfolha precoce da planta.

2 – Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) – Soja, Feijão e Algodão 
O Mofo Branco também conhecido como Podridão possui mais de 400 espécies de plantas hospedeiras e, embora seja mais frequente nas lavouras de algodão, feijão e soja, também pode atacar muitas outras culturas, como alface, cenoura, ervilha, girassol e repolho. A disseminação se dá principalmente pelas sementes, que podem estar infectadas com o micélio do fungo, ou por meio da contaminação, devida à presença de estruturas de sobrevivência denominadas de escleródios. Após infectar os tecidos com uma efloresência branca, o Mofo Branco transforma-se em uma massa escura e rígida.

3 – Helicoverpa armigera 
A lagarta foi identificada recentemente e tem surpreendido produtores e pesquisadores pelo seu poder de destruição, causando prejuízos, principalmente, às lavouras de milho, soja e algodão. A praga pode atacar desde as estruturas reprodutivas das plantas até as flores de diferentes culturas.

4 – Mosca Branca (Bemisia tabaci) – Feijão, Tomate, Melão e Soja
A Mosca Branca é um inseto com aproximadamente 126 gêneros e mais de 1.200. Os ataques ocasionam muitos prejuízos às plantas cultivadas. Começam no transplante da cultura e prosseguem no decorrer de seu desenvolvimento, ocasionando em curto prazo redução acentuada da produtividade e em longo prazo comprometendo de forma irreversível a sustentabilidade de muitos sistemas agrícolas do país. Os danos podem ser diretos, através de anomalias, ou desordens fitotóxicas, caracterizadas pelo amarelecimento de folhas, ramos e frutos, causado pela injeção de toxinas durante o processo de alimentação do inseto.

5 – Nematoides (Meloidogyne javanica, Meloidogyne incognita, Heterodera glycines e Pratylenchus brachyurus) – Soja
Na cultura da oleaginosa,  os principais nematoides são o Nematoide de Galha (Meloydogine incognita e Meloydogine javanica), o Nematoide das Lesões Radiculares (Pratylenchus brachyurus) e, ainda, o Nematoide de Cisto da Soja (Heterodera glycines). Os sintomas na parte aérea das plantas, na maioria das vezes, são facilmente confundidos com outras causas, entre elas, deficiência de nutrientes, ataque de pragas e doenças, estiagem e compactação de solo. As perdas variam em média entre 5 e 35%, dependendo do tipo de cultivo. Em casos mais severos, as perdas podem ser ainda maiores.

6 – Broca do Café (Hypothenemus hampei) – Café
Esta praga é encontrada em todas as regiões produtoras e ataca os frutos em qualquer estágio de maturação, inclusive grão já seco. Dependendo do nível de infestação, os prejuízos podem chegar a 21%, somente pela perda de peso. Além disso, a qualidade do café fica prejudicada, uma vez que as porcentagens de grãos brocados e quebrados aumentam proporcionalmente ao aumento da infestação da praga.

7 – Ervas daninhas resistentes (Conyza bonariensis e Digitaria insularis) – Soja, Algodão e Feijão
As ervas daninhas crescem em terras cultiváveis aguardando o plantio, e depois uma nova onda de germinação de ervas daninhas emerge com a lavoura. Elas crescem continuamente e competem com as plantas da lavoura por luz, água e nutrientes, reduzindo as safras e a qualidade. As ervas daninhas também podem servir de habitat para pragas e doenças, de onde estas podem atacar a lavoura.

8 – Bicudo do algodoeiro (Antonomus grandis) – Algodão
O Bicudo foi introduzido no Brasil em 1983, é a principal praga das culturas de algodão. Os prejuízos resultam dos custos para o combate ao bicudo e dos danos causados às estruturas reprodutivas do algodoeiro e ao produto final, reduzindo diretamente a produção.  Calcula-se que as perdas podem chegar a US$ 300 por hectare.

Fonte: Agrolink
Autor: Lucas Rivas