Transferência de Embrião no Eqüino

A primeira transferência de embriões em eqüinos foi feita experimentalmente no início da década de 1970, contudo só foi considerada comercialmente viável como um procedimento clínico a partir da década de 1980.

Atualmente, a transferência de embriões é uma técnica amplamente utilizada na reprodução assistida em éguas, sendo aceita por diversas associações como de criadores de Cavalos Crioulos, Quarto de Milha, Brasileiro de Hipismo, Árabe, Mangalarga só para citar algumas. No Brasil foi popularizada a partir da década de 90, com a introdução de técnicas comerciais e com o início da legalização como técnica reprodutiva por parte destas associações de criadores. No Rio Grande do Sul as primeiras TEs foram realizadas em 1997 em animais de hipismo e em éguas Quarto de Milha.

Como técnica, é rotineiramente utilizada para obtenção de:

– Potros de éguas que estão em treinamento e competições; 

– Múltiplos produtos dentro de uma temporada reprodutiva;

– Potros de éguas de 2 anos;

– Potros de éguas idosas, e/ou com problemas reprodutivos;

– Produtos de éguas que possuam problemas clínicos de saúde que a impeçam de manter uma gestação (MEP, hérnias, etc…).

A técnica é definida como um método de reprodução assistida onde é retirado o embrião formado, com 6 a 9 dias de vida, do útero de uma égua doadora, sendo manipulado e posteriormente introduzido no útero de outra égua (receptora). A receptora, por sua vez, levará a gestação a termo e amamentará este produto. Importante ressaltar que a genética da receptora não tem nenhuma influência na genética do produto.

A Transferência de Embriões tem como procedimentos básicos:

– Avaliação ginecológica da doadora e receptora, a fim de determinar seu status clínico, e determinar uma probabilidade de sucesso do procedimento;

– Controle do ciclo estral e sincronização da ovulação de doadoras e receptoras;

– Inseminação artificial ou cobertura da doadora;

– Lavagem uterina para coleta do embrião, feita de 6 a 9 dias após a ovulação da doadora;

– Identificação, manipulação laboratorial do embrião (ASPECTO MUITO IMPORTANTE);

– Implantação do embrião em receptora previamente escolhida.

Os resultados de um programa de transferência de embriões são influenciados por diversos fatores, entre os quais:

– Dia da coleta;

– Stress;

– Habilidade do operador;

– Qualidade do sêmen utilizado na inseminação e/ou cobertura;

– Status reprodutivo da doadora e receptora.

Entre os resultados de um programa de transferência de embriões, a porcentagem de embriões coletados em uma temporada é a que mais sofre influência dos fatores citados acima. São muitos os fatores relativos ao processo de transferência de embriões, e por esta causa, é de fundamental importância a observação da qualidade de todos os passos para que se consiga o resultado esperado. 

Uma vez coletado o embrião a expectativa de que ele se implante no útero e prossiga a gestação varia entre 65 a 80%, visto que há uma particularidade na égua em que a maioria dos embriões coletados são de boa qualidade.

A transferência de embriões é uma técnica moderna de manipulação da reprodução, que se for bem utilizada e conduzida, pode vir a aumentar a qualidade zootécnica de um criatório em pouco espaço de tempo, além de aperfeiçoar a produção genética de indivíduos de alta qualidade

 Fonte:

http://www.personalhorse.com.br/PH%20saudeequina.htm#Transferência de Embrião no Eqüino