Trigo

Manejo de plantas daninhas em trigo

Existem diferenças básicas entre manejo e controle de plantas daninhas. Entende-se que “manejo” sejam práticas realizadas com planejamento e em conjunto, que prejudicam, de várias formas, as plantas daninhas, para diminuir os seus danos às culturas. O “controle”, nesse contexto, se refere ao ato de eliminar a planta daninha, de forma mecânica, química ou outra qualquer. Para diminuir, de fato, o prejuízo causado por plantas daninhas em trigo – e em outras culturas – reconhecidamente são necessárias ações integradas, de manejo.

Diversas plantas daninhas causam prejuízos ao trigo. No Sul do Brasil, o azevém (Lolium multiflorum) e a aveia preta (Avena strigosa) provavelmente sejam as competidoras mais importantes da cultura. Dentre as dicotiledôneas, se destacam a nabiça (Raphanus raphanistrum) e (R. sativus), o cipó de veado (Polygonum convolvulus), a língua-de-vaca (Rumex spp.), a erva-salsa (Bowlesia incana), a silene (Silene gallica), a gorga ou espérgula (Spergula arvensis) e a esparguta (Stellaria media). De modo geral, o azevém e a aveia preta, por serem gramíneas, terem boa adaptação regional, necessidades de crescimento semelhantes às do trigo e ampla dispersão, são as invasoras que têm causado as maiores perdas nos cereais de inverno, notadamente na cevada, no triticale, na aveia branca e, principalmente, no trigo.

Fonte: http://www.plantiodireto.com.br/?body=cont_int&id=620