Milho

Manejo de doenças na cultura do milho

As doenças foliares, como a cercosporiose, a mancha de feosféria (Phaeosphaeria), a ferrugem polissora e a ferrugem comum, podem causar sérios prejuízos econômicos na cultura do milho. E os danos provocados por estas doenças têm sido observados com cada vez mais frequência e intensidade. Segundo o Instituto Agronômico e o Instituto Biológico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a evolução das doenças do milho está relacionada principalmente a três fatores: o aumento da proporção de novos híbridos altamente produtivos, porém suscetíveis a algumas doenças; o aumento da área de milho safrinha acompanhada da migração do milho verão para áreas de maior altitude e também maior umidade; e a adoção do sistema de plantio direto sem rotação de culturas. Estes fatores que provocaram mudanças na cultura resultaram no incremento da produtividade, mas também foram responsáveis pelo aumento da intensidade das doenças.

Os danos causados pelas doenças podem variar de acordo com a região geográfica e a época do ano, porém, três condições simultâneas são fundamentais para o aparecimento das doenças: a presença do patógeno na lavoura; a suscetibilidade das plantas a esse patógeno; e o ambiente ser favorável ao desenvolvimento da doença.

Em relação ao último fator, o clima é um grande influenciador. A umidade, dada por chuvas e orvalho, é essencial para o desenvolvimento das doenças foliares. Além disso, cada doença tem uma faixa de temperatura ideal para seu desenvolvimento. Em termos gerais, as temperaturas elevadas, entre 24oC e 32oC, favorecem principalmente a ferrugem polissora, a mancha de cercospora, a mancha de diplódia e mancha de Bipolaris. Já entre as que se desenvolvem melhor sob temperaturas amenas, na faixa de 16oC a 24oC, estão a mancha de Phaeosphaeria, a queima de Turcicum e mancha ocular.

“Estudos recentes dos Institutos Biológico e Agronômico da APTA demonstram que as doenças podem causar danos à produtividade a partir de severidades muito baixas, de cerca de 2% a 3% de área foliar. Entre os híbridos suscetíveis, quando o grau de severidade atinge entre 10% e 20% (em plantas no estádio de grãos pastosos) é comum observar a redução de 20% a 30% da produtividade”, explica Gisèle Maria Fantin, pesquisadora do Instituto Biológico (IB) da APTA.

O primeiro passo para prevenir perdas é a realização do manejo adequado, que implica em conhecer quais doenças são importantes na região onde está a lavoura e em saber a frequência com que ocorrem em níveis mais severos. Em seguida, o produtor deve estar ciente do nível de resistência que os híbridos utilizados apresentam em relação aos patógenos da região; deve monitorar os sintomas na lavoura; e conhecer as condições climáticas que favorecem cada doença.

A utilização de produtos para manejo é uma etapa importante, que deve ser realizada com a supervisão de um agrônomo. “O uso de fungicidas é especialmente indicado quando o híbrido é suscetível às doenças de ocorrência regional e quando o clima é favorável ao desenvolvimento do patógeno”, explica Aildson Pereira Duarte, pesquisador do Programa Milho e Sorgo do Instituto Agronômico (IAC) da APTA.

Sobre as soluções Bayer CropScience
A aplicação de fungicidas é um passo importante no processo de tratamento da lavoura e, para auxiliar o produtor, a Bayer CropScience oferece o Nativo, dentre as opções de seu portfólio inovador. O produto combina dois princípios ativos para ampliar a proteção da lavoura, apresentando excelentes resultados no manejo do complexo de doenças que comprometem de forma significativa a produtividade do milho. A solução preserva todo o ciclo da cultura e propicia plantas mais vigorosas e folhas mais verdes por mais tempo, podendo contribuir para o aumento de produtividade e para o desenvolvimento de grãos de alta qualidade.

O Nativo integra o Muito Mais Milho, programa de soluções integradas desenvolvido pela Bayer CropScience, para atender as necessidades específicas de cada produtor. O programa é flexível e pode ser adaptado às peculiaridades de cada região, oferecendo aos produtores as soluções inovadoras da empresa que, somadas à assistência técnica especializada, colaboram para o manejo mais adequado das lavouras. 

Fonte:  http://www.apepa.com.br/noticias_detalhes.php?id0=215