Pesca

Manejo alimentar

Alimentação
É uma das principais variáveis para o sucesso de uma piscicultura e ou carcinicultura. Dependendo do sistema de cultivo a contribuição do alimento natural pode ser maior ou menor, mas além de poder ser veículo de doenças e deteriorar-se com rapidez não se tem controle de seu valor nutritivo.
A alimentação artificial deve ser feita para suprir todas as exigências nutricionais da espécie cultivada e varia de acordo com a espécie criada.

Necessidade alimentar
Para os camarões as maiores quantidades de alimento necessitadas são os compostos produtores de energia na forma de carboidratos, lipídeos e, em menor extensão, proteínas, vitaminas e sais minerais, elementos específicos de crescimento, são necessários em quantidades diárias mínimas.
Os peixes comem alimentos diferentes, segundo a espécie a ser considerada, por ser pecilotérmico, o peixe come mais à medida que a temperatura aumenta. Ainda não são conhecidas as necessidades nutricionais exatas dos peixes, mas, sabe-se que uma boa ração deverá conter proteínas (principal componente das células e tecidos), lipídeos (reserva de energia), aminoácidos essenciais (componentes da proteína), minerais (composição de escamas, ossos e carne) e vitaminas (facilitadoras da atividade metabólica e melhoram a nutrição do peixe).

Plano alimentar
É necessário elaborar um plano de alimentação que assegure um bom desenvolvimento com o menor custo possível e que controle o fornecimento adequado (em muitas ocasiões o alimento pode contribuir para o empobrecimento da qualidade do meio). A quantidade de alimento fornecida varia de acordo com o tamanho dos peixes e com a temperatura.
O alimento deve ser fornecido em intervalos regulares, nos mesmos horários (verificar oxigênio dissolvido) e mesmo local, para que seja criado um condicionamento.

Peso do peixe (g) Alimentação diária (% do peso vivo)
50 12%
50 – 200 6%
200-800 3%
800-2000 2%
Para larvas o alimento é natural

Forma e fornecimento da ração
As rações podem ser produzidas em formas trituradas fareladas; granulada ou peletizada; pastosa e extrusada, sendo as duas últimas as que proporcionam melhores respostas produtivas.
Podemos também observar  o hábito alimentar dos peixes, se ele é de fundo, meia água ou prefere viver na superfície, portanto, observar o tipo de ração a ser oferecida.
A temperatura da água também influencia no consumo, por exemplo, águas mais frias, menos quantidade de ração, e também o peso corpóreo dos animais e a espécie a ser criada influenciam no número de arraçoamento diário.
As rações podem ser fornecidas através de cochos submersos, por meio da biomassa estocada ou alimentadores automáticos.

Cochos submersos
Permitem a dosagem exata de acordo com o consumo, mas , em contrapartida, promovem a diluição dos nutrientes pela água.

Biomassa estocada
Lançamento da ração sobre o viveiro, que é reajustada semanalmente conforme a variação de peso dos peixes, realizada por meio de uma amostragem do peso dos peixes estocados.

Alimentadores automáticos
Existem os regulados por timer e os que funcionam acionados pelo próprio peixe, conforme sua fome, fica instalado acima do viveiro. As taxas e a freqüência de alimentação depende, dentre outras, da espécie, da temperatura da água e da quantidade de oxigênio dissolvido.

Engorda
Aquisição de alevinos
Os alevinos adquiridos devem ter qualidades genéticas e ausência de doenças. O transporte dos alevinos deve ser feito seguindo as seguintes recomendações:
– Efetuados em dias não muito quentes;
– Estocagem de 50 gr. de peixe por litro de água;
– Usar sacos plásticos resistentes 90 X 40cm com aproximadamente 5 litros de água e 15 litros de oxigênio.
Os peixes devem ficar em jejum de 24 horas antes do transporte. Além da qualidade e procedência dos alevinos, um outro fator de grande importância na compra dos alevinos é o tamanho. Recomenda-se a compra de alevinos com 5 a 6 cm de comprimento, pois quanto menor o alevino menor resistência em relação à obtenção de alimentos, defesa contra predadores, resistência a mudanças climáticas e outras.
Deve-se proceder à soltura dos alevinos nos tanques obedecendo-se à igualdade de temperatura das águas do tanque e dos sacos transportadores, colocando estes embalados na água por um período de 15 minutos, suficientes para que as águas tenham temperaturas igualadas.

Controle de predadores
Deve-se controlar a entrada de água no viveiro. Pode ser feito com telas excluidoras ou filtro de areia e britas para desinfecção do viveiro, deve ser esvaziado regularmente com tratamento de cal virgem ou hidratada.
Existem também tratamentos químicos de desinfecção para eliminação de peixes e alevinos indesejáveis.

Controle da criação
Para um eficiente controle da criação de peixes, é necessário acompanhar diariamente parâmetros que influem diretamente no desenvolvimento da cultura como temperatura, oxigênio dissolvido e sólido em suspensão, consumo de ração, taxas de fertilização e conversão alimentar medida através de amostragem da biometria dos peixes.

Pré engorda de alevinos
Técnica que permite melhor controle das condições de manejo e crescimento dos peixes. Faz-se em tanques de 200 a 1000 m2.     Soltam-se os alevinos em densidade inferior a 12 alevinos por metro quadrado de viveiros (permite controlar melhor a alimentação). Os viveiros devem ser cheios somente alguns dias antes da chegada dos alevinos. A engorda varia de 60 a 90 dias e os peixes são retirados com 50 – 70 g de peso.

A engorda
Estágio em que o peixe deverá converter todo seu potencial genético em forma de crescimento. Irão competir por alimento, e oxigênio e se defrontará com problemas como a liberação de amônia e outros dejetos na água (por isso é que há a necessidade de renovação de água no viveiro).
Na engorda deve-se dimensionar a densidade populacional e a produtividade esperada. O manejo deve obedecer aos índices adequados de oxigenação, nitratos e nitritos e amônia dos viveiros que dependem das condições naturais de cada profundidade, da alimentação fornecida e da capacidade e quantidade do manancial de abastecimento.
O cálculo do fornecimento de ração deve obedecer a amostragens quinzenais ou semanais do peso médio dos peixes.
Alguns aspectos devem ser observados para fazer com que seus peixes cresçam com maior velocidade, então, preste atenção em alguns fatores, como por exemplo:
– densidade de estoque adequada;
– alimentação de boa qualidade e quantidade correta;
– temperatura adequada da água do viveiro;
– boa qualidade de água;
– bom sistema de prevenção de doenças;
– boa genética dos animai

 

Fonte: http://pisciculturasantacandida.com.br/PSC/Piscicultura/manejo_alimentar.php