Manejo

Mancha de Leprose

O que é Mancha de Leprose?

A leprose é causada por um vírus localizado, transmitido pelo ácaro vermelho (Brevipalpus phoenicis) e ocorre principalmente em laranjeiras doces. Os sintomas aparecem nas folhas, ramos e frutos, reduzindo a produtividade e o valor comercial da fruta. Nas folhas, as lesões são rasas, visíveis nas duas faces e bastante variáveis de acordo com o seu aparecimento em diferentes espécies, e variedades. De um modo geral são amareladas arredondadas, às vezes com o centro marrom ou necrosado.

Nos frutos, as lesões começam a aparecer quando as laranjas medem cerca de cinco centímetros de diâmetro e apresentam-se, inicialmente, como manchas rasas, amareladas, que vão aumentando, tornando-se deprimidas e escuras à medida que os frutos amadurecem. As lesões na laranja Pêra são menores e irregulares enquanto na laranja Bahia, limas e tangerinas são maiores e circulares.

Nos ramos novos o ataque começa com manchas amareladas, rasas que vão se tornando salientes de cor marrom a avermelhada. Quando mais velhas tomam um aspecto de cortiça, cor de palha e dependendo do número pode causar a seca do ramo.

A doença ataca com mais efetividade as laranjas doces, mas já foi relatada, em menor intensidade, sobre laranja Azeda, tangerinas Cravo, Mexerica e Cleópatra, limões Siciliano, Ponderosa e Galego, lima da Pérsia, Cidra e Pomelos.

Como medidas de controle são recomendadas as seguintes: plantio de mudas sadias; poda de limpeza – Todas as partes com sintomas da doença devem ser removidas para destruir as fontes de infecção. A eliminação de plantas só é justificada se elas não forem economicamente produtivas; controle de plantas daninhas – algumas plantas podem ser hospedeiras naturais do ácaro, tais como: mata pasto, apaga-fogo, alecrim, capim periquito, manjericão, caruru, picão preto, capim fedogoso, capim carrapicho, corda de viola, lantana, cordão de frade, melão de São Caetano e guanxuma. A erradicação deve ser feita com um acompanhamento técnico para evitar a erradicação de espécies hospedeiras de inimigos naturais do ácaro; colheita antecipada – em áreas muito afetadas não é recomendável deixar frutos maduros, que são mais suscetíveis à doença; inspeções regulares.Um controle eficiente vai depender de uma amostragem que indique o número de ácaro nos frutos. O amostrador deve inspecionar um mínimo de 20 plantas por talhão e caso tenha mais de 5% do ácaro é recomendado o controle.

Quando houver apenas sintomas da doença e somente nas propriedades com histórico da sua presença em anos anteriores, sugere-se realizar podas de ramos com sintomas do ano e continuar procedendo o monitoramento para o ácaro.

Como os sintomas da doença aparecem cerca de 20 dias após a picada do ácaro, o conhecimento da época em que ele aparece, facilita a aplicação do acaricida no momento correto. Como o ácaro adquire resistência aos produtos, recomenda-se alternar o uso de acaricidas do mesmo grupo.

Mais informações: www.sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br

Fonte: Embrapa