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Mais prazo para dívidas de investimento de arrozeiros ainda não saiu do papel

Publicado em 18/07/2016

Confirmada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no dia 1º de julho, a prorrogação das dívidas de investimento de arrozeiros prejudicados por problemas climáticos no Rio Grande do Sul ainda não saiu do papel – com produtores sendo incluídos no cadastro do Serasa. Como boa parte dos recursos para essa área são oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil (BB) e as demais instituições financeiras não conseguem efetuar a postergação do pagamento sem que haja uma circular autorizando a operação.

No caso das parcelas de custeio, arrozeiros relatam que têm encontrado dificuldades para atender as exigências solicitadas pelo BB, responsável por 90% das operações do setor.

– O banco está criando um monte de dificuldades. Não há uma padronização nas informações entre as agências – reclama João Raul Borges Neto, presidente da Associação dos Arrozeiros de Itaqui e Maçambará.

Além disso, produtores reclamam que o período de cinco anos de prorrogação, anunciado pelo governo federal, tem sido variável.– Está ocorrendo um problema de interpretação da resolução, que fala em até cinco anos. Já solicitamos ao Ministério da Agricultura uma adequação para resolver isso – relata Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz).

Dornelles explica que para os bancos públicos, BB e Caixa, a postergação já era prevista no Manual do Crédito Rural. A resolução do CMN, por sua vez, estendeu a medida para as instituições privadas e bancos de fábricas – que, segundo o dirigente, têm sido pouco sensíveis com a situação vivida pelos arrozeiros.

O BB confirma que não está conseguindo postergar as parcelas de investimento com recursos do BNDES. Porém, nega que haja dificuldades nas operações de custeio. Segundo a instituição, desde 1º de julho, foram recebidos 376 pedidos de postergação, com a documentação comprobatória de perdas devidamente apresentada.

Leia a notícia na íntegra no site Zero Hora.

Fonte: Zero Hora