Sanitário

Linfadenite Caseosa

A Linfadenite Caseosa pode ser uma doença devastadora para o produtor de caprinos ou ovinos. A doença determina a perda de grande valor da pele, devido à ferida cicatrizada, ou devido à perda de peso, ou mal desempenho geral, menor produção de lã, redução do leite, etc.
Muita gente pensa que o “mal do caroço” só acontece em países ou regiões pobres, mas está enganada. Nos Estados Unidos, a Linfadenite Caseosa é considerada a terceira doença que mais condena carcaças de ovinos.

A erradicação e o controle da doença é de suprema importância para o produtor. Enorme esforço deveria ser feito para erradicar a doença, ao invés de ficar apenas tratando dos indivíduos afetados.

A LC é causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis que pode sobreviver por meses ou anos no ambiente. Existem duas formas de manifestação:

1) – linfonodos (caroços) debaixo da pele. Pode ser um ou vários abscessos, geralmente ao redor da cabeça, pescoço ou junção das pernas e no corpo. Eventualmente romperão e escoarão.

2) – forma visceral, envolvendo linfomas e órgãos internos, especialmente o rim e o fígado. Provoca debilidade crônica, mínimo ganho de peso, baixa produção de lã e queda drástica do leite.

Embora ovinos e caprinos possam apresentar as duas formas, geralmente os caprinos apresentam apenas caroços superficiais, enquanto os ovinos apresentam a forma visceral.

Os animais de menos de 6 meses são menos aptos a contrair a doença, talvez por terem estado ainda menos expostos ao mal. A doença deveria ser considerada como vitalícia e todos os animais deveriam ser tratados como tal, quer já estejam infectados ou não.

As bactérias podem infectar os animais tanto pelo contato com material já doente ou por perfurações e raspaduras. Devido à grande facilidade de infecção, o produtor deveria estar sempre atento, tentando proteger seus animais saudáveis. A infecção acontece também pela ingestão de água e alimentos contaminados. Isolar os animais infectados é uma primeira medida de prevenção. Desinfetar, rigorosamente, qualquer área utilizada pelos animais infectados (cochos, etc.) e, principalmente, onde houve escorrimento do pus das feridas. Minimizar a aglomeração de animais, formando grupos de animais não-contaminados.

Na hora de tosquiar, escolher primeiramente os mais jovens, deixando os mais idosos para o final. Vacinar todos os animais anualmente. Quando comprar qualquer animal, exigir que estejam vacinados ou que venham de rebanhos livres de Linfadenite. Controlar rigorosamente qualquer possibilidade de introdução de parasitas externos, utilizando apenas equipamento próprio da fazenda.

No homem – Embora não exista nenhum caso de contaminação natural em seres humanos, acredita-se que seja possível. Já aconteceram casos em vários países, talvez devido à mão que esfolava carcaças e sofreu algum corte com a faca contaminada. Também já houve registros de pessoas contaminadas pelo leite cru infectado. Por causa disso, as partes infectadas do animal e, principalmente, o pus retirado das feridas jamais precisam ser tratadas com muito cuidado. Qualquer contato pode gerar infecção.

Tratamento – Acompanha-se a evolução do “caroço” e, assim que for possível, deve-se fazer a drenagem. Depois, uma vigorosa lavagem e aplicação de uma solução de iodo a 10% no local. É importante queimar a secreção (pus ou todo o material do abscesso) e manter o animal isolado até o total fechamento da ferida, porque a secreção é a principal forma de transmissão da doença.

Fonte: Revista O Berro nº 65

http://www.nogueirafilho.com.br/arquivos_sanidade/linfadenitecaseosa.htm