Pecuária

Leite: Preços registram novo mês de alta e acumulam ganhos de 7,4% desde o pagamento de fevereiro

Publicado em 07/07/2015

 

Leite: Preços sobem mais de 2% no pagamento de junho e têm média de R$ 0,95/litro. Desde fevereiro, ganhos acumulados passam de 75, com produção menor no período da entressafra, apesar de uma demanda ainda patinando. Perspectiva é de um mercado sustentado até o pagamento de agosto. Custos de produção estão mais elevados.

O preço do leite subiu 2,3% no pagamento de junho, referente à produção entregue em maio. Considerando a média nacional, o produtor recebeu R$0,95 por litro. Esses valores confirmam a firmeza do mercado, que vêm em alta desde fevereiro.

A alta acumulada desde o segundo mês do ano é sustentada pelo período de entressafra na região sudeste e Brasil central – importantes bacias leiteiras na produção nacional. Contudo, segundo Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, mesmo com menor produção a demanda fraca também tem impedido reações mais fortes. “Os aumentos de preço do leite pago ao produtor e dos lácteos no atacado tem sido menores na comparação com anos anteriores”, explica.

Nos próximos meses a tendência é de aumento na produção, haja vista o fim do período de entressafra, “o que deve limitar os aumentos nos próximos dois meses”. Ribeiro afirma que nos estados do sul já ocorrem um crescimento na captação de leite desde o mês de maio.

No acumulado do ano, os preços do leite pago ao produtor tiveram aumento de 7,4%, contra 15% no mesmo período do ano passado. “Daqui para frente os aumentos devem mais limitados e a partir de agosto devemos ter uma período de estabilização para começar a cair já em setembro e outubro”, onde inicia a safra de leite no país, explica o analista.

Custo de Produção

O Índice Scot Consultoria de Custo de Produção da Pecuária Leiteira aumentou 4,1% em junho, na comparação com o mês anterior. Com exceção dos defensivos, todos os grupos que compõem o índice tiveram aumento de preço.

Segundo Ribeiro, a recente alta no preço do milho e farelo de soja pode pesar no bolso do pecuarista nos meses de julho e agosto. “A orientação é, quem ainda não comprou os alimentos concentrados já adiantar uma parte do volume para os próximos dois meses, pois a expectativa é de altas nos preços”, ressalta Ribeiro.

Por: Carla Mendes e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas