Variedades

Laranja Pera

FICHA DA LARANJA ‘PERA’
PRODUTO – Laranja
NOME CIENTÍFICO – Citrus sinensis (L.) Osbeck
FAMÍLIA – Rutaceae
GRUPO VARIETAL – ‘Pera’

As laranjas são originárias da China. As primeiras laranjas cruzaram o Oceano Atlântico em 1493 e foram trazidas por Cristóvão Colombo. As sementes chegaram ao Panamá com os espanhóis em 1516 e ao México dois anos depois. Na mesma época, os portugueses iniciaram as plantações de laranjas doces no Brasil. O grupo das laranjas doces é conhecido cientificamente por Citrus sinensis (L.) Osbeck e agrupa as principais variedades: ‘Pera’, ‘Natal’, ‘Valência’, ‘Hamlin’ ‘Bahia’ e ‘Baianinha’, ‘Westin’, ‘Rubi’, ‘Folha Murcha’, ‘Seleta’, ‘Lima’, ‘Piralima’ e ‘Lima Tardia’. O Brasil, país com características climáticas propícias ao desenvolvimento da laranja é hoje o maior produtor e exportador de suco de laranja e de seus subprodutos do mundo. Na década de 80, tornou-se o maior produtor mundial com mais de 1 milhão de hectares de plantas cítricas em seu território com maior parte da produção concentrada no estado de São Paulo, responsável por 70% das laranjas e 98% do suco que o Brasil produz.
Dentre as variedades de laranjas comerciais, a ‘Pera’ têm lugar de destaque tanto para o consumo de frutos in natura como para o processamento do suco. A laranja ‘Pera’ possui melhores características de sabor: é mais doce e menos ácida que as outras variedades.
A Ficha da laranja ‘Pera’ é uma ferramenta de decisão na escolha da classificação de melhor custo-benefício e de auditoria no recebimento do produto e estabelece padrões mínimos de qualidade e homogeneidade. Ela está organizada em oito partes:

• Opções de escolha na solicitação de compra.
• Padrão mínimo de qualidade.
• Maturação da laranja.
• Caracterização da Laranja ‘Pera’ cotada pela CEAGESP.
• Escolha da classificação de melhor Custo-Benefício.
• Conclusão.

Padrão Mínimo de Qualidade
Na solicitação de compra da laranja ‘Pera’, algumas exigências são necessárias para garantia da qualidade do produto, não sendo tolerada a presença de frutos que apresentem defeitos que inviabilizam o consumo ou a comercialização do produto:

• Podridão: Processo que cause qualquer grau de decomposição, desintegração ou fermentação dos tecidos ou polpa.
• Dano: Qualquer lesão de origem mecânica, patológica ou entomológica, que atinja o albedo (parte branca) do fruto ou que cause dano à polpa.
• Alteração típica de sabor, causada por maturação excessiva, senescência, pragas ou doenças.
• Imaturo: Fruto com teor de sólidos solúveis menor que 10ºBrix.
• Murcho: falta de turgor causada por desidratação ou outra desordem fisiológica.
• Fruto não suculento: fruto com a relação: ((massa do Suco/massa do Fruto) x100) menor que 35, que é considerado o mínimo aceitável para o consumo da laranja de maneira agradável.

Maturação da laranja
A coloração da casca da fruta é uma das características mais utilizadas pelo consumidor na escolha de que produto comprar, porém não é um indicativo seguro de doçura. Frutas cultivadas em regiões mais quentes, em geral, têm a casca mais verde e são menos ácidas que as frutas cultivadas em climas mais amenos, mas podem ser tão ou mais doces. O conteúdo de sólidos solúveis (ºBrix) é o melhor referencial da doçura do produto, entretanto a sua medida exige o corte do fruto, inviabilizando a sua comercialização posterior. O conteúdo de sólidos solúveis da laranja ‘Pera’ deve ser
no mínimo 10ºBrix.

Caracterização da Laranja ‘Pera’ cotada pela CEAGESP

A compra para os Serviços de Alimentação exige a caracterização precisa do alimento e uma base para a negociação de preços. A base de negociação mais utilizada é a Cotação de preços da CEAGESP que é um serviço diário de monitoramento dos preços praticados de venda do atacado para o varejo: maior, menor e mais comum. Os preços são levantados nos maiores atacadistas de cada produto e passam por uma análise estatística para a divulgação.
Segue abaixo tabela de tamanho com a equivalência das classificações entre a Cotação da Ceagesp, Mercado Atacadista e Programa Brasileiro de Modernização da Horticultura:

Na classificação utilizada atualmente pelo mercado atacadista, o tamanho é estabelecido pelo tipo (número de dúzias de frutos) contido na caixa mais utilizada “caixa M” com 25kg e a qualidade é caracterizada pela aparência da fruta.

Escolha a classificação de melhor Custo-Benefício
É muito comum que a indicação de compra recaia sobre o produto de maior valor na Cotação de Preços e que em muitos casos o produto recebido seja o de menor valor: paga-se pelo mais caro e recebe-se o mais barato.

Fonte: http://www.ceagesp.gov.br/hortiescolha/anexos/ficha_laranja_pera.pdf